Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O preço do gás de cozinha pode chegar a R$ 125 no Espírito Santo. É esperado acréscimo médio entre R$ 5 e R$ 6 ao consumidor, devido ao dissídio profissional nas empresas engarrafadoras e revendedoras, que passa a valer a partir da próxima semana.
Segundo representantes do setor, o dissídio ocorre todos os anos e resulta em reajuste salarial para trabalhadores das engarrafadoras. As revendedoras, então, repassam o aumento ao consumidor final.
Uma confeitaria em Vitória consome cerca de duas botijas por dia para produzir bolos, tortas e pães. Um representante do estabelecimento informou que o gasto mensal com o produto varia entre R$ 6,3 mil e R$ 6,4 mil.
De acordo com Gustavo Guimarães, gerente da confeitaria, o impacto para o setor pode ser significativo, com possível repasse ao consumidor.
“O impacto é grande devido à nossa quantidade. A gente vai ter que refazer as contas, apertar para um lado, apertar para o outro, e infelizmente talvez ter que repassar esse valor para o consumidor”, disse.
Segundo Cleber dos Santos Almeida, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás -ES), o reajuste é negativo para os consumidores, mas está relacionado à correção salarial dos funcionários das empresas. Segundo ele, o acréscimo deve variar conforme a região.
“Realmente é uma má notícia para o consumidor, que ele vai pagar um reajuste de gás. Uma boa notícia é para os colaboradores, os funcionários de todas as engarrafadoras a nível nacional, que vão estar recebendo um reajuste salarial”, afirmou.
De acordo com a Petrobras, a botija no Espírito Santo custa entre R$ 104,37 e R$ 120. Com o reajuste, o valor pode chegar a R$ 125.
O Sindicato Patronal de Revendedores também manifestou preocupação com o valor do Gás do Povo. Um representante informou que espera um reajuste no valor pago pelo governo federal no programa.
“Esperamos que o governo federal reajuste o valor do Gás do Povo. Caso contrário, não vai ser compensado trabalhar com o Gás do Povo na revenda”, informou.
*Com informações da repórter Gabriela Valdetaro, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitoria