Foto: Bruna de Holanda
O trabalho híbrido se consolidou após a pandemia, mas ainda levanta dúvidas sobre o futuro das relações profissionais. Afinal, qual é o equilíbrio entre estar presencialmente no ambiente de trabalho e utilizar a tecnologia para realizar atividades a distância?
O tema foi debatido por professores da FAESA em uma mesa-redonda do projeto Pensar e Agir. Com mediação de Patrícia Scalzer, participaram do debate o professor do curso de Direito da FAESA, Dalton Moraes; a professora do curso de Medicina da FAESA, Roberta Petrocchi; o coordenador e professor do curso de Agronomia da FAESA, Renan Queiroz, e a professora do curso de Enfermagem da FAESA, Lorrainy Rosa.
Para o professor Dalton Moraes, do curso de Direito, o modelo híbrido é resultado de uma transformação que já vinha acontecendo antes mesmo da pandemia.
Depois da pandemia, as pessoas naturalmente foram para um caminho híbrido.
Na saúde, a tecnologia também ampliou possibilidades, mas sem eliminar a importância do contato humano. A professora Roberta Petrocchi, do curso de Medicina, destacou que recursos como a telemedicina devem continuar crescendo.
A inteligência artificial foi outro destaque do debate. Segundo Dalton, a ferramenta pode assumir tarefas repetitivas e permitir que o profissional se dedique mais à estratégia. “Hoje, eu sou um profissional muito mais estratégico do que executor”.
Na Agronomia, o professor Renan Queiroz reforça que a tecnologia potencializa o trabalho, mas depende de conhecimento técnico para ser bem utilizada.
Não adianta aprender a pilotar um drone que você vai resolver os problemas. Então, tem que ter uma base e utilizar essa ferramenta para ajudar.
Para os professores, o desafio do futuro será justamente encontrar o equilíbrio entre inovação tecnológica e competências humanas, como pensamento crítico, comunicação e capacidade de relacionamento.
A mesa-redonda completa está disponível aqui nesta reportagem e também no Youtube do Folha Vitória, na playlist do Pensar e Agir.
Fonte: Folha Vitória