Foto: Reprodução/X @akaclandestine
Uma fraude digital usa o nome da Receita Federal para cobrar supostas taxas e roubar pagamentos via Pix. O pesquisador Clandestine revelou nesta terça-feira (11), no X, o esquema que atinge cidadãos e microempreendedores pela internet.
A estrutura falsa utiliza domínios com a palavra “fazenda” para aparentar legitimidade. As páginas direcionam as vítimas para cobranças indevidas por Pix.
Uma das páginas simula a cobrança de impostos sobre encomendas retidas na alfândega de Curitiba, no Paraná. A mensagem informa uma suposta pendência tributária e exige pagamento imediato.
Além disso, o aviso também ameaça negativar o CPF da vítima caso a cobrança não seja quitada. Segundo o pesquisador, a estratégia explora a expectativa por entregas e obrigações fiscais.
“O golpe da taxa alfandegária falsa permanece como um dos vetores de maior incidência no país”, explicou o pesquisador.
Segundo ele, a fraude explora o receio de restrições no CPF e a espera por encomendas importadas.
Em outra frente, os golpistas criaram uma interface semelhante ao portal oficial do Microempreendedor Individual (MEI). A página oferece supostos descontos para regularizar obrigações fiscais.
A mesma rede inclui páginas falsas de cobrança de débitos de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Também há sites que prometem liberar contas bancárias.
O esquema é classificado como phishing terceirizado. Nessa modalidade, criminosos criam estruturas falsas para se passar por órgãos oficiais. A Receita Federal não tem envolvimento com o incidente ou com a criação das páginas.
Em alerta no portal oficial do governo, o órgão informou que não cobra encomendas internacionais por links, QR Codes ou cartões. A instituição também não exige Pix direto fora de seus ambientes logados.
“A Receita Federal não envia e-mails ou mensagens por aplicativos para cobrar nada”, afirmou o órgão.
A Receita Federal orienta que pessoas não cliquem em links externos para efetuar pagamentos. A consulta sobre encomendas internacionais deve ocorrer no ambiente “Minhas Importações”, no site oficial dos Correios, ou no portal da Receita Federal.
Guias do MEI e impostos devem ser emitidas apenas pelos canais governamentais oficiais. Quem realizou um Pix deve acionar imediatamente o banco pelo aplicativo.
As orientações do Banco Central do Brasil e da Polícia Civil de São Paulo incluem solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. A vítima também deve registrar boletim de ocorrência e notificar os canais de denúncia do órgão atingido.
*Com informações do Tecmundo.
Fonte: Folha Vitória