Foto: Reprodução/Google Street View
Claudio Henrique da Silva, apontado pela polícia como autor do ataque que matou três colegas a facadas dentro de uma fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, era considerado um funcionário “quieto”, assíduo e sem problemas de comportamento no ambiente de trabalho. O crime aconteceu no sábado (1º), durante a troca de turno da manhã.
Segundo o depoimento de uma testemunha à polícia, Claudio trabalhava na fábrica por meio de uma empresa terceirizada e era visto pelos colegas como um bom funcionário. O relato aponta que ele não costumava faltar e que “não dava trabalho” no dia a dia.
Ataque aconteceu durante troca de turno
De acordo com o boletim de ocorrência, o ataque ocorreu enquanto parte dos funcionários encerrava o expediente e outros aguardavam o início do turno das 6h.
A primeira vítima identificada foi José Guilherme Victoriano de Moura. Segundo o registro policial, o corpo dele foi encontrado próximo à entrada do banheiro da fábrica. As testemunhas ouvidas não relataram ter presenciado esse primeiro momento da ação.
Na sequência, Claudio teria atacado Douglas de Souza Vieira. Funcionários que estavam no local chegaram a acreditar que se tratava de uma briga, mas perceberam a gravidade da situação ao identificarem que o homem estava com uma faca.
Edvaldo Santos da Silva tentou conter o agressor e também foi atingido. Conforme as informações do boletim de ocorrência, um supervisor tentou interromper o ataque jogando uma cadeira contra Claudio, mas acabou ferido no lado esquerdo do peito.
Funcionário acionou a polícia
Ainda segundo os relatos registrados, Douglas tentou fugir pelas escadas, mas foi alcançado pelo agressor. Testemunhas afirmaram que Claudio repetia frases durante o ataque, entre elas: “Vai tirar brincadeira comigo?” e “Vai mexer com quem está quieto!”.
Um funcionário ameaçado conseguiu chegar até a portaria da fábrica e chamar a polícia. Ele informou ter ligado quatro vezes para o número 190.
Após o crime, Claudio permaneceu no local sentado e segurando a faca. Conforme a polícia, ele só entregou o objeto depois da chegada da equipe policial e se rendeu.
Empresas afirmam que prestam assistência
Em nota, a Bombril informou que acionou os órgãos responsáveis e que presta assistência às famílias das vítimas. A empresa também afirmou que colabora com as investigações.
A TPC, empresa terceirizada responsável pela contratação dos funcionários, lamentou o caso e declarou que iniciou uma apuração sobre as circunstâncias do ocorrido.
Claudio Henrique da Silva foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Segundo a polícia, ele morreu na delegacia. O caso segue sob investigação.
*Com informações do portal Uol.
Fonte: Folha Vitória