O presidente do PSD capixaba e prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, se reuniu na manhã desta quarta-feira (22) com o governador Ricardo Ferraço (MDB) na Residência Oficial do Governador (Resof), em Vila Velha.
Os dois tomaram café juntos, por volta das 9 horas, falaram sobre investimentos em Colatina e logo depois entraram no assunto que fez com que Renzo ligasse para o governador, ainda ontem, pedindo a agenda: a possível entrada do PSD no grupo político do governo.
A coluna De Olho no Poder apurou que, durante a reunião, Renzo teria demonstrado interesse do PSD fazer parte da chapa majoritária – sem, porém, citar nomes ou cargos.
Para ficar claro, a chapa majoritária é composta pelos cargos de governador e vice e pelas duas cadeiras ao Senado.
A conversa foi rápida e o governador teria dito que não poderia tomar nenhuma decisão sozinho. Que iria levar a questão para o grupo, conversar internamente com os demais partidos que hoje formam a base aliada, e que um novo encontro seria marcado com o prefeito para dar a resposta.
Não teria sido mencionado o nome do ex-governador Paulo Hartung, que integra o PSD e hoje está no campo adversário ao comandado por Ricardo e pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB)
A reunião e o teor conversa foram confirmados à coluna pela assessoria direta do governador Ricardo Ferraço. Procurado, Renzo não retornou aos contatos até a publicação deste conteúdo.
A aproximação do PSD com o governo do Estado veio após o Republicanos e o PL selarem uma aliança e deixarem o PSD de escanteio.
O partido comandado por Renzo no Estado foi o primeiro a declarar apoio à pré-candidatura ao governo do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), ainda em abril.
Nos bastidores, o partido esperava ter protagonismo nas negociações para a formação da chapa e alguns nomes já eram até cotados para a disputa – como a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, e o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon para a indicação de vice; e o deputado Sergio Meneguelli e Hartung para a disputa ao Senado.
Porém, a aproximação com o PL trouxe novas condições para a composição do grupo, entre elas o apoio incondicional ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e a garantia de espaço privilegiado para Maguinha Malta (PL) – filha do senador e presidente do PL capixaba, Magno Malta – disputar o Senado. O movimento acabou provocando uma forte reação do PSD.
Na última segunda-feira (20) – dois dias após a visita de Flávio Bolsonaro ao Estado que selou a união entre PL e Republicanos –, o PSD divulgou uma nota comunicando que estaria aberto para dialogar com todos os pré-candidatos ao governo e que, inclusive, poderia lançar candidatura própria. O PSD afirma que tem nomes para disputar em todas as frentes.
“O cenário político mudou, e nós do PSD estamos atentos. A partir de agora, iniciaremos uma agenda de diálogo, ouvindo todas as forças políticas, sempre colocando os interesses dos capixabas acima de qualquer projeto pessoal, contudo, alinhando o protagonismo do partido no futuro político que o Espírito Santo escolherá para os próximos anos”, diz trecho da nota do partido.
“Estamos totalmente abertos ao diálogo”, diz Casagrande sobre o PSD
Folha Vitória