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Economia

Aeroporto de Vitória terá usinas solares e projeta reduzir custo de energia em 46% até 2049

Complexo no aeroporto terá quatro usinas, 8 mil placas solares e capacidade de geração de energia suficiente para atender cerca de 5 mil residências por mês. Investimento é de R$ 20 mi


Painel e área onde ficará uma das usinas solares: Aeroporto de Vitória vai instalar 8 mil painéis para gerar energia limpa. Crédito: Edu Kopernick

O Aeroporto de Vitória iniciou nesta quarta-feira (1º) a construção de um complexo de usinas solares dentro do sítio aeroportuário. A Zurich Airport Brasil, administradora do terminal, projeta reduzir em 46% o custo de energia até o fim da concessão, em 2049. O investimento chega a R$ 20 milhões e reforça a estratégia da empresa para ampliar o uso de energia limpa na operação.

O complexo no aeroporto terá quatro usinas, 8 mil placas solares e potência instalada de 5.787 kWp. A estrutura ocupará três áreas do aeroporto, com 7,2 hectares no total. A capacidade de geração chegará a 769 MWh por mês, volume suficiente para atender cerca de 5 mil residências com consumo médio de 150 kWh mensais.

Energia limpa para a operação

A energia das usinas atenderá o terminal de passageiros, a central de utilidades e a área dos bombeiros. Os empreendimentos comerciais do entorno, como escolas, igrejas e futuros projetos privados, têm contratos próprios de energia. Segundo a diretora de Operações da Zurich Airport Brasil, Artemis Papanika, a meta é suprir 100% da necessidade de energia da operação da empresa no aeroporto.

“Esse projeto reforça nosso compromisso de investir em soluções que geram valor para o aeroporto, para a comunidade e para o meio ambiente. O complexo de usinas solares de Vitória representa um avanço concreto na forma como pensamos a operação aeroportuária no longo prazo”, afirmou Artemis.

A executiva explicou que um aeroporto consome muita energia porque opera 24 horas por dia. Além disso, mantém áreas técnicas em funcionamento permanentemente e depende de ar-condicionado, iluminação, sistemas de segurança e estruturas de apoio. Por isso, a energia solar entrou como a melhor opção para o sítio aeroportuário. O terminal seguirá conectado à rede elétrica convencional, principalmente durante a noite.

Sustentabilidade e próximos passos

As obras devem durar oito meses e criar cerca de 100 empregos diretos e indiretos. O Aeroporto de Vitória passa a integrar, ao lado de Macaé e Natal, também administrados pela Zurich Airport Brasil, um grupo pioneiro de aeroportos do país com caminho para autossustentabilidade energética.

O secretário de Governo de Vitória, Luciano Forrechi, afirmou que o projeto combina com o momento da capital. Bem como com a necessidade de iniciativas que gerem emprego, renda e resultados ambientais de longo prazo. Segundo ele, a sustentabilidade precisa entrar na rotina dos órgãos públicos e da iniciativa privada para deixar uma cidade melhor para as próximas gerações.

A Zurich também avalia novas soluções para o futuro, como sistemas de armazenamento por baterias. A medida pode ampliar o aproveitamento da energia produzida durante o dia. O complexo solar se soma a outras ações ambientais do aeroporto, como o sistema que fornece energia limpa para aeronaves em solo desde 2024.

Em pouco mais de dois anos, essa iniciativa evitou a emissão de cerca de 6,6 mil toneladas de CO2, volume equivalente ao carbono que 51 mil árvores da Mata Atlântica capturam por ano. Além disso, o aeroporto desvia 95% dos resíduos de aterros, o que representou cerca de 123 toneladas entre janeiro e maio deste ano.

Folha Vitoria

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