Sabrina Sato revela rotina com compromissos e como lida com o dia a dia (Foto: Reprodução/Instagram/@sabrinasato)
A notícia da nova gravidez de Sabrina Sato voltou a colocar em evidência um tema cada vez mais comum entre as mulheres: a maternidade após os 40 anos. Mãe da pequena Zoe, de 5 anos, ela celebra a gravidez ao lado do marido Nicolas Prattes.
Nas redes sociais, a apresentadora fez uma publicação agradecendo o carinho do público. “Eu tô passando aqui para agradecer vocês pelo carinho, pelas mensagens. Olha a carinha dessa mamãe feliz! Eu tô num momento tão plena, tão tão realizada. Eu estou há dois anos nessa luta, dois anos tentando”, afirmou.
Mas Sabrina não está sozinha. Segundo a pesquisaEstatísticas do Registro Civil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2003 e 2022, o número de partos de mulheres com mais de 40 anos subiu de 57.983 para 106.263.
Embora a gestação nessa faixa etária seja considerada de maior risco, especialistas reforçam que isso não significa, necessariamente, que haverá complicações. Com planejamento e acompanhamento adequado, muitas mulheres conseguem passar por uma gravidez saudável.
Quais são os principais riscos?
Segundo o ginecologista e obstetra Márcio Almeida, a idade materna é um fator que exige atenção redobrada, mas não deve ser encarada como um impedimento para engravidar.
A gravidez acima dos 40 anos recebe um acompanhamento mais cuidadoso porque existe maior probabilidade de algumas complicações. Isso não significa que a gestação terá problemas, mas que o pré-natal precisa ser mais rigoroso para identificar qualquer alteração precocemente.
Márcio Almeida, ginecologista, obstetra e CEO da Bluzz Saúde
Segundo ele, com o avanço da idade, aumentam as chances de algumas intercorrências durante a gestação. Entre as principais estão hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e complicações obstétricas.
Para o bebê, também há um aumento do risco de alterações cromossômicas, como a síndrome de Down, além de restrição de crescimento, prematuridade e baixo peso ao nascer.
Apesar disso, o especialista ressalta que um acompanhamento adequado reduz significativamente esses riscos.
Fertilidade diminui com o passar dos anos
A fertilidade feminina sofre uma redução natural ao longo da vida. Após os 35 anos, essa queda se torna mais evidente e, depois dos 40, ocorre uma diminuição importante tanto da quantidade quanto da qualidade dos óvulos.
Para quem deseja engravidar após os 40 anos, o ideal é procurar orientação médica antes mesmo da concepção.
Nessa fase, são avaliados fatores como glicemia, função da tireoide, pressão arterial, estado nutricional, vacinação e doenças pré-existentes. Também é indicada a suplementação de ácido fólico antes da gestação.
Durante o pré-natal, podem ser solicitados exames adicionais, como testes de rastreamento para alterações cromossômicas, ultrassonografias mais detalhadas e um acompanhamento mais frequente do crescimento fetal.
Estilo de vida influencia a gestação
Além do acompanhamento médico, alguns hábitos ajudam a tornar a gravidez mais segura.
manter alimentação equilibrada;
praticar atividade física com orientação médica;
controlar doenças crônicas, como diabetes e hipertensão;
não fumar nem consumir bebidas alcoólicas;
dormir bem e seguir corretamente o pré-natal.
Cesariana não é obrigatória
Um dos mitos mais comuns é acreditar que mulheres acima dos 40 anos precisam, obrigatoriamente, passar por uma cesariana.
Segundo Márcio Almeida, a idade, isoladamente, não determina a via de parto.
“O parto normal continua sendo uma excelente opção quando não há contraindicações obstétricas. A decisão deve levar em consideração as condições de saúde da mãe, do bebê e a evolução da gestação”, afirma.
Fonte: Folha Vitória