Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

Saúde

Kleine-Levin: conheça a síndrome rara que faz pessoas dormirem até 20 horas por dia

Síndrome de Kleine-Levin é uma doença neurológica rara que causa sono excessivo e alterações de comportamento


Imagem: Freepik

Imagine passar dias dormindo quase o tempo todo, acordando apenas para comer, ir ao banheiro ou realizar atividades básicas e, mesmo quando está desperto, demonstra confusão, dificuldade de concentração e alterações no comportamento. Depois de alguns dias ou semanas, você volta à rotina normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Embora pareça uma situação inusitada, esse é o quadro enfrentado por pessoas com a Síndrome de Kleine-Levin, uma condição neurológica rara caracterizada por episódios recorrentes de hipersonia intensa. Durante as crises, o paciente pode dormir entre 16 e 20 horas por dia, comprometendo completamente a vida escolar, profissional e social.

Entenda a síndrome de Kleine-Levin

A síndrome de Kleine-Levin costuma surgir na adolescência e ainda desperta dúvidas até mesmo entre profissionais de saúde devido à sua raridade e à semelhança dos sintomas com outras condições neurológicas e psiquiátricas.

Segundo a especialista em medicina do sono Jéssica Polese, um dos maiores desafios está justamente no reconhecimento da doença.

Muitas famílias passam por um longo percurso até chegar ao diagnóstico. Como os episódios são intercalados por períodos em que o paciente volta a ter uma vida normal, é comum que os sintomas sejam confundidos com problemas emocionais, psiquiátricos ou até mesmo com comportamentos típicos da adolescência.

Jéssica Polese, especialista em medicina do sono

Os principais sintomas da crise

Além do sono excessivo, a síndrome pode provocar alterações cognitivas e comportamentais importantes. Durante as crises, alguns pacientes apresentam:

Dificuldade para compreender o ambiente ao redor;

Também podem ocorrer episódios de hiperfagia, caracterizados por aumento significativo do apetite.

“O excesso de sono é o sintoma mais marcante, mas não é o único. Muitas vezes o paciente desperta em um estado de lentificação mental, com dificuldade para se comunicar, estudar ou realizar tarefas simples. Isso gera impacto não apenas para quem convive com a síndrome, mas também para toda a família”, afirma a médica.

Por não existir um exame específico capaz de confirmar a condição, o diagnóstico depende da avaliação clínica e da exclusão de outras doenças que possam causar sintomas semelhantes. Exames neurológicos, laboratoriais e estudos do sono costumam fazer parte da investigação.

A especialista alerta que episódios recorrentes de sonolência excessiva nunca devem ser ignorados. “Quando o sono passa a impedir que a pessoa mantenha suas atividades habituais, frequente a escola, trabalhe ou participe da vida social, é importante procurar avaliação médica. O sono excessivo pode ser um sinal de diferentes doenças e merece investigação adequada”, destaca.

Apesar de não haver cura definitiva, o acompanhamento especializado é fundamental para controlar os sintomas, orientar pacientes e familiares e minimizar os impactos provocados pelas crises.

Por ser uma doença rara, muitas pessoas nunca ouviram falar da Síndrome de Kleine-Levin. A informação é importante porque ajuda famílias e profissionais a reconhecerem sinais de alerta e buscarem ajuda especializada mais cedo.

Jéssica Polese, especialista em medicina do sono

Folha Vitória

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!