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Execução com 17 tiros na Serra: polícia prende suspeitos e revela motivo do crime

Polícia Civil prendeu dois homens apontados como autores da execução registrada em outubro do ano passado na Serra

Por Redação em 26/06/2026 às 05:00:10
André Makalle Falcão dos Santos e Felipe Pereira da Silva foram presos pela morte de Gustavo Ferri. Foto: Reprodução/TV Vitória

André Makalle Falcão dos Santos e Felipe Pereira da Silva foram presos pela morte de Gustavo Ferri. Foto: Reprodução/TV Vitória

A Polícia Civil anunciou nesta quinta-feira (25) a prisão de dois homens apontados como responsáveis pelo assassinato de Gustavo Ferri, conhecido como “Alemão”, morto a tiros em outubro do ano passado, em Balneário de Carapebus, na Serra.

O homicídio chamou atenção pela violência da execução. Segundo a polícia, Gustavo foi atingido por 17 disparos de arma de fogo em uma via pública da região conhecida como Jamelão.

De acordo com o adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Paulo Ricardo Gomes, a vítima já tinha histórico de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro.

O Gustavo já teve envolvimento com o tráfico de drogas em Balneário de Carapebus e mantinha contato com traficantes da região por ser morador antigo do bairro.

Paulo Ricardo Gomes, delegado

Mudança de facção motivou o crime

As investigações apontaram que Gustavo passou a ser aliciado por integrantes de uma facção rival àquela com a qual havia se relacionado anteriormente. Segundo a polícia, ele aceitou o recrutamento e passou a realizar pichações e inscrições em áreas dominadas pelo grupo adversário.

Conforme a investigação, a atitude foi interpretada como uma traição pelos criminosos que atuavam na região.

Ele acabou aceitando esse recrutamento e fez inscrições em pontos ligados ao tráfico de drogas. Isso chegou ao conhecimento dos traficantes da facção rival, que passaram a questioná-lo sobre essas ações. Durante uma abordagem, Gustavo tentou fugir, foi atingido por disparos e, já caído no chão, recebeu novos tiros.

Paulo Ricardo Gomes, delegado

A polícia informou ainda que familiares e pessoas próximas ouvidas durante o inquérito confirmaram o envolvimento da vítima com usuários e traficantes da região.

Suspeitos foram localizados após meses de investigação

Os dois suspeitos foram identificados poucos dias após o crime, mas deixaram a região para evitar a prisão. São eles:

André Makalle Falcão dos Santos, vulgo “Makaully”, de 27 anos.

Felipe Pereira da Silva, vulgo “Menor FP” ou “Menor 90”, de 21 anos.

Segundo a Polícia Civil, Makaully, apontado como liderança do tráfico local à época dos fatos, foi localizado em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo.

O segundo investigado foi localizado no estado de São Paulo, onde acabou preso em fevereiro deste ano.

Com as prisões efetuadas e o encerramento do inquérito, a Polícia Civil considera o caso esclarecido. Os dois investigados permanecem presos e à disposição da Justiça.

Suspeito também é investigado por mandar matar casal na Serra

Além de ser apontado como um dos responsáveis pela morte de Gustavo Ferri, conhecido como “Alemão”, André Makalle Falcão dos Santos também é investigado por determinar a execução de um casal 13 dias após o homicídio ocorrido em Balneário de Carapebus.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram elementos que ligam o suspeito ao assassinato de Bruno e Alessandra, mortos a tiros na Serra. A apuração teve como base mensagens e áudios encontrados durante as investigações.

De acordo com o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, integrantes do tráfico monitoraram as vítimas antes do crime e repassaram informações ao suspeito.

Seis horas antes do crime do casal, um membro do tráfico comandado pelo Makaully vai até o local do crime, filma a residência das vítimas, envia o vídeo para o Makaully e ele responde em áudio que eles teriam que ‘pocar o barraco’ da vítima, ocasião em que o casal Bruno e Alessandra foram mortos com vários disparos de arma de fogo.

Rodrigo Sandi Mori, delegado

Segundo a polícia, o material obtido durante a investigação reforça a atuação de André Makalle na coordenação de crimes ligados à disputa pelo tráfico de drogas na região de Balneário de Carapebus.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record

Fonte: Folha Vitória

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