Imagem: TV Vitória/Tv Record
*Artigo escrito por Ademar Bragatto, diretor do Grupo Coroa
O mercado de bebidas sempre foi competitivo, mas hoje ele exige um nível de adaptação muito maior das empresas. Não se trata apenas de acompanhar o consumidor, mas de entender toda a cadeia: produção, logística, distribuição e posicionamento.
Um dos pontos mais relevantes hoje é a eficiência operacional. Custos de insumos, transporte e energia têm impacto direto no setor, e quem não consegue equilibrar isso perde competitividade. Produzir bem deixou de ser suficiente, é preciso produzir com eficiência e inteligência.
Outro fator importante é a capilaridade. Estar presente nos pontos de venda certos, com regularidade e agilidade, faz toda a diferença. O mercado não permite falhas nesse sentido. Se o produto não está disponível no momento certo, a escolha do consumidor muda rapidamente.
A inovação também ganhou outro papel. Antes, ela era vista como diferencial. Hoje, é necessidade. Isso vale para processos, formatos e até para a forma de se comunicar com o mercado. O setor exige movimento constante, mas com responsabilidade, sem perder consistência.
No Espírito Santo, esse cenário tem características próprias. É um mercado competitivo, com empresas tradicionais e ao mesmo tempo aberto a novas propostas. Isso exige das indústrias um olhar atento para manter relevância e presença ao longo do tempo.
Outro ponto que vem ganhando espaço é a profissionalização do setor. A gestão está mais estratégica, mais orientada por dados e planejamento. Decisões que antes eram baseadas apenas na experiência agora precisam ser sustentadas por informação e análise.
No caso do Grupo Coroa, por exemplo, existe um trabalho constante de campo: equipes vão até os pontos de venda para entender o que está acontecendo na prática. São pesquisas sobre novos lançamentos, preferências de consumo, perfil do público em cada região. Às vezes, antes de lançar um produto, a gente testa a aceitação, entende quais sabores fazem mais sentido, se há demanda por versões específicas. Muitas decisões recentes vieram desse tipo de escuta direta do mercado.
No fim, o mercado de bebidas continua sendo um dos mais presentes na rotina das pessoas, mas também um dos mais desafiadores para quem atua nele. Crescer exige equilíbrio: entre tradição e inovação, entre custo e qualidade, entre expansão e controle.
É esse conjunto de fatores que define quem consegue se manter forte em um mercado que não para de evoluir.
Fonte: Folha Vitoria