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Apesar do que muitas pessoas pensam, a vacinação não termina na infância. Adultos e idosos também precisam manter o calendário de imunização atualizado para se proteger de doenças graves que podem causar complicações, hospitalizações e até óbitos.
Na semana em que se comemora o Dia da Imunização, especialistas alertam que a atualização da carteira de vacinação é um cuidado simples, mas capaz de proteger a saúde individual e coletiva.
Por que adultos precisam se vacinar
Segundo Pamela Pittelkow, alergista e imunologista da Unimed Sul Capixaba, a proteção conferida por algumas vacinas pode diminuir com o tempo, tornando necessários reforços periódicos.
A vacinação é um cuidado que deve acompanhar todas as fases da vida, e não apenas a infância. Embora muitas pessoas tenham recebido as vacinas recomendadas quando crianças, a proteção conferida por algumas delas pode diminuir com o tempo, a resposta a vacina pode não ser sustentada, tornando necessários reforços periódicos.
Pamela Pittelkow, alergista e imunologista da Unimed Sul Capixaba
Além disso, ela explica que o calendário vacinal é dinâmico. Novas vacinas passaram a fazer parte das recomendações ao longo dos anos, o que significa que adultos podem precisar de imunizantes que não existiam quando eram crianças.
“A vacinação de adultos não protege apenas o indivíduo. Ela contribui para a redução da circulação de agentes infecciosos e protege pessoas mais vulneráveis, como idosos, gestantes, imunocomprometidos e crianças pequenas”, complementa.
Principais vacinas para adultos
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Calendário Nacional de Vacinação prevê diferentes imunizantes para a população adulta, conforme faixa etária, condição de saúde, ocupação e situações especiais. Entre as principais vacinas recomendadas estão:
VacinaQuando tomarHepatite BPara não vacinadosdT (dupla adulto – difteria e tétano)Reforço a cada 10 anosFebre AmarelaPara residentes ou viajantes de áreas com recomendaçãoTríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola)Conforme situação vacinalInfluenzaPara grupos prioritários definidos anualmenteCovid-19Conforme recomendações vigentesPneumocócicasPara não vacinadosVírus sincicial respiratório (VVSR)A partir da 28ª semana gestacional, em cada gestação
Outras vacinas específicas são indicadas para condições clínicas especiais. No Espírito Santo, a Sesa orienta que a população procure as unidades básicas de saúde para avaliar a situação vacinal.
Para os idosos, algumas vacinas merecem atenção especial. A influenza (gripe) deve ser aplicada anualmente, a pneumocócica é recomendada para prevenção de pneumonias, meningites e infecções invasivas pelo pneumococo, e a herpes-zóster está disponível na rede privada.
“Idosos têm imunidade mais baixa, maior risco de complicações graves e hospitalizações por doenças infecciosas”, explica Pittelkow.
Como atualizar o cartão de vacinação no ES
Para colocar a vacinação em dia, a orientação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima levando o cartão de vacinação, caso o possua. Os profissionais avaliarão o histórico vacinal e indicarão as doses necessárias.
Mesmo quem perdeu o cartão deve procurar a unidade de saúde. Atualmente, muitas informações vacinais estão registradas em sistemas informatizados, permitindo a recuperação parcial ou total do histórico de vacinação.
É importante destacar que não existe limite de idade para atualizar o esquema vacinal. Sempre que houver vacinas em atraso, é possível realizar a atualização conforme os esquemas recomendados pelo Ministério da Saúde.
Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)
Fonte: Folha Vitória