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Gari preso pela PF em Vila Velha é suspeito de receber R$ 4,2 milhões de esquema

Investigação resultou em operação contra organização suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Espírito Santo e na Bahia

Por Redação em 12/06/2026 às 05:00:15
Foto: Divulgação/PF

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Clean para combater uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro na Grande Vitória e no Sul da Bahia. A ação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores dos investigados em até R$ 4,2 milhões.

As investigações tiveram início após a apreensão de R$ 300 mil em espécie com um gari, em julho de 2025, em Vila Velha. Segundo a Polícia Federal, a quantia era incompatível com a renda formal do investigado e não havia justificativa para a origem dos recursos.

A partir da análise financeira realizada durante a apuração, os investigadores identificaram que cerca de R$ 4,22 milhões passaram por contas bancárias utilizadas pelo suspeito em aproximadamente sete meses. Desse total, apenas R$ 20 mil apresentavam origem lícita comprovada.

Apenas em sete meses que nós chegamos a analisar, ele recebeu nas suas contas mais de R$ 4,2 milhões, sendo que apenas R$ 20 mil tinham lastro econômico-financeiro. Esses R$ 4,2 milhões, então, adviriam, em tese, do crime organizado.

Roberto Costa, delegado e chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES)

Organização atuava no Espírito Santo e na Bahia

De acordo com a PF, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre núcleos financeiro, logístico e operacional. A investigação aponta que a organização atuava principalmente no tráfico de variantes de haxixe de alto valor agregado e na ocultação dos lucros obtidos com a atividade ilícita.

Segundo o delegado Roberto Costa, chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES), o principal investigado residia em Itacaré, no sul da Bahia, de onde comandaria as operações.

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão na Grande Vitória e um em Itacaré. As equipes também realizaram buscas em endereços no Espírito Santo e na Bahia.

A gente cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e nove de prisão, sendo que 11 mandados de busca e apreensão na Grande Vitória, um no Sul da Bahia e oito mandados de prisão aqui na Grande Vitória e um mandado de prisão no Sul da Bahia, mais especificamente em Itacaré.

Roberto Costa, delegado e chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES)

Drogas, arma e munições foram apreendidas

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma quantidade de haxixe ainda em processo de contabilização, além de materiais utilizados na produção de entorpecentes, arma de fogo, munições, carregadores alongados e aparelhos celulares.

As apreensões levaram à lavratura de quatro autos de prisão em flagrante por crimes identificados durante as buscas.

Os materiais recolhidos serão analisados pela FICCO/ES para aprofundar as investigações. Os suspeitos detidos foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal e poderão responder por crimes como organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

*Com informações do repórter Cristian Miranda, da TV Vitória/Record

Fonte: Folha Vitória

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