A Justiça determinou que o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) se manifeste em até 10 dias sobre um processo que julga o senador Magno Malta (PL-ES) por difamação em Vitória. Uma audiência de conciliação foi realizada na tarde desta quinta-feira (28).
Magno Malta e um outro réu respondem a um processo pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. O caso é julgado na 4ª Vara Criminal de Vitória, pela juíza Gisele de Souza Oliveira.
Nesta quinta-feira, foi realizada uma audiência de conciliação, quando as partes tentam um acordo amigável mediado por um profissional imparcial. O processo será retomado pela juíza após a manifestação do MPES.
Juíza negou pedido de adiamento de Magno Malta
A juíza argumentou que, apesar do atestado, Magno Malta trabalhou normalmente no Senado Federal na véspera da audiência, inclusive apresentando “vigor” e “intervenções intensas”.
Verifica-se um singular descompasso entre a autodeclarada incapacidade física e a realidade fática. Enquanto o atestado médico prescreve repouso absoluto, a agenda pública do Senador — amplamente divulgada em canais oficiais do Senado Federal e em suas próprias redes sociais — revela uma vitalidade parlamentar incompatível com a enfermidade alegada.
Decisão da juíza
A assessoria do parlamentar confirmou que ele esteve presente na audiência e explicou o pedido de adiamento. Segundo a nota, ele teve quadro de enxaqueca na quarta-feira (27), com melhora após medicação, estando apto no fim da tarde. “Não há qualquer intenção protelatória da defesa, apenas a preservação da saúde diante de um episódio pontual.”