O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) informou que os dois julgamentos de Vera estão mantidos. Foto: Divulgação/Sesp
Gabriel Gomes Faria, de 27 anos, conhecido como “Buti”, um dos irmãos Vera, Marison José Vasconcelos Júnior, Saulo Vieira da Silva e Walace Inácio da Silva, sentaram no banco dos réus na noite desta sexta-feira (15), no Fórum de Vitória para responder pela tentativa de homicídio de cinco policiais militares. Os quatros foram condenados, juntos a 300 anos de prisão.
O crime ocorreu durante uma troca de tiros no bairro Itararé, em outubro de 2023. Gabriel já se encontrava detido na Penitenciária de Segurança Máxima 2, em Viana.
Gabriel foi condenado a 84 anos, 3 meses e 20 dias. Saulo a 81 anos, 1 mês e 25 dias. O terceiro acusado, Marison recebeu condenação de 74 anos, 4 meses e 10 dias. Já Wallace a 61 anos e 10 meses.
Segundo denúncia doMinistério Público do Espírito Santo (MPES), os quatro suspeitos estavam fortemente armados no Alto de Itararé, na noite de 24 de outubro de 2023.
Durante a operação, a Polícia Militar recebeu informações de que o grupo se preparava para realizar um ataque ao Complexo da Penha. Ainda conforme a denúncia, os suspeitos teriam atirado contra duas equipes policiais.
Os réus, estavam se preparando para dar um ataque e, por conta disso, por eles estarem com muita munição, muita arma, alguém fez a denúncia e os policiais foram até o local. Ao chegarem, foram recebidos a tiros por eles e, em razão disso, a polícia conseguiu efetuar a prisão deles.Leonardo Augusto César, promotor de Justiça
Leonardo Augusto César, promotor de Justiça
Gabriel é irmão de Bruno Gomes Faria, mais conhecido como “Nono”, que está foragido, e de Luan Gomes Faria, o “Kamu”, que está preso. Os três são conhecidos como “Irmãos Vera”, referência ao nome da mãe deles.
O grupo atua principalmente nos bairros Itararé e Morro do Macaco, em Vitória, em meio à disputa pelo controle do tráfico de drogas na Grande Vitória.
Além disso, para o Ministério Público, os acusados integravam o Terceiro Comando Puro (TCP) e atuavam para garantir o controle do tráfico em Itararé por meio da violência. Também destacam que o grupo era responsável por intimidações, ameaças e confrontos armados.
*Com informações da repórter Rafaela Patrício, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória