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Casal é preso no ES por venda ilegal de remédios para emagrecer

Casal investigado usava redes sociais para comercializar substâncias sem prescrição médica em Cachoeiro de Itapemirim

Por Redação em 14/05/2026 às 05:00:12
Foto: Divulgação/PCES

Foto: Divulgação/PCES

Um casal foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Civil contra a venda ilegal de medicamentos para emagrecimento em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

A Operação batizada de Fat-Free, realizada na terça-feira (12), teve como alvo um imóvel no bairro Marbrasa, onde foram encontrados remédios de uso controlado sem prescrição médica e produtos sem autorização para comercialização no Brasil.

Os suspeitos, de 35 e 42 anos, foram autuados pelos crimes de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Segundo a polícia, o caso tem agravante porque parte dos produtos apreendidos não possui registro no órgão de vigilância sanitária competente. Após os procedimentos na delegacia, eles serão encaminhados ao sistema prisional.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram medicamentos como Tirzepatida, Retatrutide, Alluvi e Lipostabil Endovena, além de ampolas de testosterona, solução bacteriostática, celulares, notebooks e agendas com registros de vendas e dados de clientes.

De acordo com o delegado da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), Rafael Amaral, as anotações indicam a existência de um esquema de comercialização pelas redes sociais.

A Retatrutide, inclusive, ainda não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil, permanecendo em fase de estudos clínicos.

Além dos medicamentos, foram apreendidos aparelhos celulares, dois notebooks, ampolas de testosterona, solução bacteriostática e duas agendas contendo registros detalhados de vendas, com anotações de clientes e valores, indicando a existência de uma rede de distribuição operada por meio de perfis em uma rede social.

Segundo a Polícia Civil, os ocupantes da residência apresentaram resistência inicial para abrir os portões durante a chegada das equipes.

Denúncias deram início à investigação

As investigações começaram após denúncias encaminhadas ao Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo (CRF/ES) e à Ouvidoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que apontavam a comercialização irregular dos medicamentos pelas redes sociais.

Além do mandado cumprido no bairro Marbrasa, equipes policiais também estiveram em um endereço no bairro São Francisco de Assis, em Cachoeiro de Itapemirim, ligado a um terceiro investigado. No local, porém, nenhum material ilícito foi encontrado.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos

Fonte: Folha Vitória

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