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A Vale no ES: hub pronto, capacidade disponível, nova mineração e ferrovia no centro

Vale vê capacidade disponível para ampliar volumes. Ou seja, existe espaço físico e operacional para crescer. Mas é preciso otimizar conexão entre produção, ferrovia e exportação

Por Redação em 01/05/2026 às 05:01:53
Gustavo Pimenta: Vale quer destravar setor de mineração do país, setor que apresenta oportunidades de negócios para a empresa. Crédito: Edu Kopernick

Gustavo Pimenta: Vale quer destravar setor de mineração do país, setor que apresenta oportunidades de negócios para a empresa. Crédito: Edu Kopernick

O Espírito Santo está no mapa estratégico da Vale como hub logístico. A companhia enxerga o Estado como o ponto de conexão entre produção, ferrovia e exportação. E deixa claro que essa engrenagem já está pronta para rodar mais. “Nós temos tecnologia de ponta, conhecemos profundamente a cadeia logística e entregamos até os nossos clientes finais”. A fala é do CEO da Vale, Gustavo Pimenta, que esteve em Vitória para os 60 anos da Unidade Tubarão da empresa.

Não é só manter a estrutura. Chegou o momento de escalar ainda mais. A Vale admite que há capacidade disponível para ampliar volumes no porto e na ferrovia. Ou seja, existe espaço físico e operacional para crescer. Porém há um limitador na origem do fluxo. E é aí que entra a EF-118. A ferrovia aparece como peça-chave para destravar essa nova etapa.

Depois de embates com o governo do Estado, a empresa afirma que atua para viabilizar o projeto, reorganizar o modelo e criar condições econômicas para o leilão. “A gente retomou essa discussão e estou otimista de que a gente consegue concluir o processo este ano”, disse o CEO.

A Vale não quer ser executora direta da obra. Quer estruturar o caminho. Quer dar viabilidade ao projeto. “Essa proposta de unificar a 118 cria uma condição econômica pra viabilizar”, afirmou Gustavo Pimenta.

Mas a ferrovia, sozinha, não resolve. O que está por trás desse movimento é uma agenda maior: destravar o setor de mineração no Brasil. E aqui está o ponto mais relevante. A empresa não fala apenas de minério de ferro. Fala de potencial, de escala e de novos minerais. “Se a gente conseguir destravar o setor de mineração no Brasil, a gente consegue crescer”, disse.

Essa visão amplia o horizonte do Espírito Santo. Porque, se a produção cresce, o fluxo cresce. E, se o fluxo cresce, o hub ganha relevância. O próprio CEO deixa isso implícito ao apontar o diferencial brasileiro. “O Brasil tem um diferencial muito único. Você tem uma tabela periódica no país, em escala e em qualidade”, afirmou.

Esse movimento encontra um Estado preparado para receber esse ciclo. A leitura da empresa sobre o ambiente local é objetiva. “As empresas olham a logística, a capacidade do Estado e o ambiente institucional regulatório”, disse.

Não por acaso, a indústria local reconhece esse efeito. Como resumiu o presidente da Findes, Paulo Baraona: “foi através da Vale que nós criamos uma gama enorme de empresas que hoje prestam serviços no Brasil inteiro e até fora do país”.

O ponto mais importante aqui é simples. Quando uma empresa do porte da Vale passa a enxergar o Espírito Santo como hub e condiciona o crescimento à mineração e à ferrovia, o jogo muda. Porque deixa de ser uma agenda local. Passa a ser uma equação nacional. E, se essa equação fechar, o Estado não cresce na margem. Cresce em escala.

Fonte: Folha Vitoria

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