Três irmãos foram condenados a 140 anos de prisão, cada um, pelos homicídios qualificados de quatro integrantes de uma mesma família e pelo estupro de uma das vítimas, em um crime ocorrido na localidade de São Rafael, em Linhares
Os réus, identificados como Jairo Conceição dos Santos, Maurício Ramos dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior, foram julgados pelo Tribunal do Júri em sessão iniciada na quarta-feira (22) e encerrada por volta das 22h30 desta quinta-feira (23). As penas deverão ser cumpridas em regime inicial fechado.
Atendendo a pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a Justiça determinou a execução imediata das penas. Jairo Conceição dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior, que respondiam ao processo em liberdade e participaram do julgamento, tiveram a prisão decretada logo após a leitura da sentença. Já Maurício Ramos dos Santos, que já estava preso preventivamente, teve a custódia mantida.
O crime aconteceu no dia 11 de dezembro de 2014, na localidade de São Rafael, em Linhares
. Segundo as investigações, a lavradora Francieli Telek de Oliveira, de 20 anos e grávida de três meses, o marido dela, Elielson de Souza, conhecido como “Léo”, e o irmão da jovem, Flávio Telek de Oliveira, de 22 anos, foram assassinados e tiveram os corpos carbonizados.
A filha de Francieli, Mirela Telek Costa, de apenas dois anos e 11 meses, desapareceu após o crime. De acordo com a polícia, as investigações concluíram que a criança também foi morta.
Ainda conforme a apuração policial, Flávio e Elielson teriam sido as primeiras vítimas. Os dois foram mortos com pauladas e golpes de facão em uma área de mata próxima à propriedade rural onde trabalhavam. Já Francieli e Mirela foram assassinadas por asfixia dentro da casa da família. Em seguida, os corpos das quatro vítimas foram carbonizados.
O processo também reconheceu a prática de estupro qualificado contra Francieli, cometido no mesmo imóvel onde a filha dela estava.
Segundo as investigações, familiares relataram que Elielson e Flávio tinham envolvimento com drogas. Além disso, a família trabalhava em propriedades rurais e mantinha desavenças com os três acusados, o que pode ter motivado o crime.
De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os assassinatos foram premeditados. A investigação apontou que os réus foram até a residência das vítimas com a intenção de executá-las, motivados por conflitos pessoais.
Na sentença, a Justiça considerou especialmente grave o fato de os corpos terem sido carbonizados, o que impediu que os familiares realizassem um enterro digno. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de fogo em parte dos crimes.
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