Imagem: Reprodução/Instagram/@virginiafonseca
Recentemente a influenciadora Virginia Fonseca revelou em suas redes sociais um diagnóstico de alopecia areata. Uma condição clínica que causa queda de cabelo.
No caso dela, não é a primeira vez que o diagnóstico acontece e as falhas apareceram no couro cabeludo.
Apareceu uma alopécia em mim gente, de novo. Na época da base da WePink me surgiram três, tratei e ficou tudo certo! Agora com essa vou tratar e vai dar certo também, se Deus quiser.
Perguntamos a uma dermatologista o que é a alopecia areata, possíveis causas e como funciona o tratamento. Leia tudo o que você precisa saber sobre o diagnóstico:
O que é a alopecia areata?
Segundo a dermatologista Priscila Passamani, a alopecia areata é uma doença autoimune inflamatória em que o sistema imunológico passa a atacar o folículo piloso.
Diferentemente da alopecia androgenética, que é uma condição progressiva e leva à perda gradual da densidade capilar, a alopecia areata tem início súbito. O paciente pode, literalmente, acordar com uma falha no couro cabeludo.
Priscila Passamani, dermatologista
Além disso, a especialista explica que a condição é caracterizada por áreas arredondadas de perda de cabelo, conhecidas como “clareiras”, que surgem de forma repentina.
“Ela se caracteriza por áreas arredondadas de perda de cabelo, conhecidas como ‘clareiras’, que surgem de forma repentina. Nas bordas dessas lesões, é comum observar fios curtos com aspecto semelhante a pontos de exclamação, um sinal clássico descrito na literatura médica. Em alguns casos, também podem ocorrer alterações nas unhas”, complementa.
O que muitas pessoas não sabem é que a alopecia areata pode atingir qualquer área do corpo com pelos (no caso da autora desta matéria, a condição se manifestou nas sobrancelhas).
“A doença pode se apresentar em diferentes graus. Na forma totalis, há perda completa dos cabelos do couro cabeludo. Já na forma universalis, ocorre perda de pelos em todo o corpo, incluindo sobrancelhas e cílios”, destaca Priscila.
Priscila destaca que não existe uma causa única e direta, “mas sabemos que há uma predisposição genética”.
Isso significa que o paciente já nasce com tendência a desenvolver a doença, que pode ser desencadeada por fatores ambientais, estilo de vida e, principalmente, estresse. “Existe uma relação importante entre o sistema emocional e a imunidade, o chamado eixo psicoimunológico”, explica.
Além disso, a alopecia areata também pode estar associada a outras doenças autoimunes, como:
“A alopecia areata não deve ser vista como um diagnóstico isolado. Por se tratar de uma doença autoimune, é fundamental olhar o paciente de forma integral, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais e imunológicos.”
Como funciona o tratamento?
Após o diagnóstico, que é clínico e realizado por um dermatologista, começa o tratamento. Entretanto, o foco é o controle da doença.
Existem diversas abordagens, que vão desde tratamentos tópicos, como loções e cremes, até procedimentos realizados em consultório. Hoje, também contamos com medicamentos injetáveis mais modernos, voltados para doenças imunológicas.
Priscila Passamani, dermatologista
Além disso, a especialista alerta que o impacto psicológico é significativo e não deve ser negligenciado. “A alopecia areata pode afetar profundamente a autoestima e a saúde emocional, até porque ainda existe muito estigma. Muitas pessoas associam, de forma equivocada, a queda de cabelo a doenças graves ou contagiosas.”
Fonte: Folha Vitória