Minha Casa Minha Vida: ministro confirmou aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. Crédito: Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros e representantes do setor da construção civil nesta quarta-feira, 15, no Palácio do Planalto, para anunciar novas medidas para o setor. Entre os principais anúncios, o governo confirmou a meta de cerca de 3 milhões de moradias por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Também houve o pelo Ministério das Cidades do aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o programa. Com isso, o orçamento do MCMV chega a R$ 200 bilhões.
Os investimentos priorizarão o atendimento das famílias inseridas na Faixa 3 do programa, que engloba rendas mensais entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima apresentou algumas ações. Ele ressaltou que o programa contribuiu para reduzir o déficit habitacional no país, atingindo o menor patamar histórico.
O Minha Casa Minha Vida tem sido um programa impactante e um motor propulsor para contribuir na redução do déficit habitacional. Chegamos, segundo dados da Fundação João Pinheiro, no menor patamar do déficit habitacional da história do país: 7,4%. Isso é resultado, presidente, do seu governo, da retomada de um importante programa que vem atuando nos problemas principais
Vladimir Lima, ministro das Cidades
O ministro confirmou o aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.
Os limites de renda para as diferentes faixas também passaram por ajustes. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200 (com juros de 4% a 4,5%). A Faixa 2, para quem ganha de R$ 3.201 a R$ 5.000 (com juros de 4,75% a 5,5%). A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600 (com juros de 6,5% a 7,66%). O Classe Média, até R$ 13.000 (com juros de 10%).
Os juros do programa Reforma Casa Brasil também serão reduzidos. Para famílias com renda de até R$ 3.200, os juros passam de 1,17% ao mês para 0,99%. Para rendas acima desse valor, a taxa cai de 1,95% para 0,99% ao mês.
O prazo de amortização foi ampliado de 60 para 72 meses, e o valor máximo do financiamento subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil. O Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHab) passará a garantir todos os financiamentos.
O governo aposta nas medidas como forma de impulsionar a economia. De acordo com o Ministério das Cidades, o setor da construção civil emprega cerca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Em 2026, o rendimento desses trabalhadores cresceu 6% acima da inflação, e mais da metade dos lançamentos imobiliários no país está ligada ao MCMV.
Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 15, aponta que 23% dos entrevistados consideram as notícias sobre o governo positivas, enquanto 48% avaliam como negativas.
Fonte: Folha Vitoria