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Ex-diretor do BC recebeu R$ 8 mi e ex-chefe levou R$ 4 mi em propina do Master, diz investigação

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são investigados por atuarem em prol do Banco Master no Banco Central

Por Redação em 11/04/2026 às 05:00:30
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e @bellinesantana via Instagram

Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e @bellinesantana via Instagram

O ex-diretor de Fiscalização doBanco CentralPaulo Sérgio Neves de Souza recebeu cerca de R$ 8 milhões em propina doBanco Master, segundo investigações da própria autoridade monetária, apurou oEstadãocom pessoas que acompanham o caso. Já o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) Belline Santana recebeu pelo menos R$ 4 milhões.

Investigações apontam que os dois atuaram em prol do Banco Master no Banco Central. Segundo a PF, os dois foramcooptados pelo banqueiro Daniel Vorcaro e receberam “mesada” para trabalhar como consultores informais do Master.

A defesa de Belline Santana afirmou, por nota, que:

Não houve, de sua parte, favorecimento a qualquer Instituição Financeira, muito menos ao Banco MASTER, esperando-se que seja resguardado o regular contraditório nas instâncias competentes.

defesa de Belline Santana, em nota

“O exercício regular das funções do Sr. BELLINE SANTANA perante o BCB também não se confunde com outras atividades, igualmente lícitas, não havendo desvio de finalidade ou obtenção de vantagem indevida”, afirmaram os advogados Leonardo Palazzi, Bruno Salles Pereira Ribeiro, Marco Antonio Chies Martins e Gabriela Souza de Carvalho.

Diferença nos valores pagos

O valor recebido por Paulo Sérgio seria o dobro de Belline por ele ter sido diretor de Fiscalização do BC e também por ter entrado no esquema comandado por Vorcaro antes de Belline. O BC começou a apurar o vínculo entre os servidores e o Banco Master no ano passado.

Segundo as investigações do Banco Central, Souza simulou a venda de uma fazenda para um fundo ligado a Vorcaro.

Conforme revelou o Estadão, Belline, classificado pelas investigações como uma espécie de “empregado” e “consultor” de Vorcaro no BC, criou uma empresa para oferecer serviço de capacitação de crianças e jovens carentes.

A firma abriu oficialmente em julho de 2025, meses antes de o BC decretar a liquidação do Master, em novembro.

A empresa foi registrada no mesmo endereço residencial em que Belline declarou ser sua residência, em São Paulo. O telefone informado à Receita Federal é genérico, com uma sequência de noves, e não existe: “(11) 9999-9999?.

Em depoimento à sindicância do BC, Bellini relatou que inicialmente Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal como operador de Vorcaro, ofereceu a ele R$ 2 milhões para prestar os serviços. O empresário chegou a fazer dois pagamentos de R$ 500 mil em 2023.

Belline recebeu ao todo R$ 4 milhões, conforme a Folha de S.Paulo revelou e o Estadão confirmou.

Nesse sentido, os dois servidores, segundo relatório do Polícia Federal, teriam atuado como uma espécie deconsultores informais do Master dentro do BC. Repassando informações ao banqueiro e elaborando pareceres que eles próprios analisariam.

Por fim, em meados de março, aControladoria-Geral da União (CGU)abriu processos administrativoscontra ambos para avaliar se eles serão expulsos do serviço público.

Fonte: Folha Vitoria

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