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Carga ou repetição? Veja o que dá mais resultado na academia

Especialistas explicam quando usar mais carga ou mais repetições e evitar lesões

Por Redação em 25/03/2026 às 05:00:26
Imagem de prostooleh no Freepik

Imagem de prostooleh no Freepik

Se você está inserido no mundo da musculação, provavelmente já se deparou com uma dúvida muito comum entre os frequentadores das academias: afinal, é melhor focar em repetição ou em carga?

A resposta, segundo os especialistas, não é tão objetiva e depende de fatores como o objetivo, o tempo disponível e a qualidade da execução.

Qual é mais indicado e quando mudar o treino?

Segundo o personal trainer Gabriel Matielo, de modo geral, séries com poucas repetições e cargas mais altas são mais indicadas quando o foco é o ganho de força, pois estimulam o sistema nervoso a recrutar mais fibras musculares.

Já a faixa intermediária, entre seis e doze repetições, é a mais utilizada por quem busca hipertrofia e também pode contribuir para o emagrecimento, já que o aumento da massa muscular melhora o gasto calórico e a composição corporal.

Séries com repetições mais altas, entre dez e quinze, costumam ser feitas com cargas menores e são úteis para resistência muscular e para iniciantes, que ainda estão desenvolvendo a técnica dos movimentos.

Entretanto, Gabriel destaca que variar o treino é essencial para continuar evoluindo.

O corpo se adapta rapidamente aos estímulos, e manter sempre o mesmo padrão pode levar à estagnação. Alternar fases com diferentes volumes e intensidades, além de ajustar descanso e execução, ajuda a manter o progresso e a motivação.

Gabriel Matielo, personal trainer

Qualidade da execução exercícios de mobilidade

A fisioterapeuta Thatiane Maia explica que o uso de cargas é fundamental para o desenvolvimento de força e massa muscular. Porém, quando aplicado de forma inadequada, pode aumentar significativamente o risco de lesões.

“Cargas mais elevadas exigem controle técnico e consciência corporal. Executar exercícios acima da capacidade ou sem domínio pode gerar sobrecarga nas articulações, distensões musculares e até lesões mais graves, especialmente na coluna“, aponta a especialista.

A falta de mobilidade e flexibilidade também compromete a execução correta dos exercícios, favorecendo compensações musculares e aumentando o risco de lesões. “Fatores como progressão acelerada de carga, ausência de aquecimento e desrespeito aos limites são erros comuns.”

Evolução de treino não é apenas aumentar o peso

Gabriel reforça que a evolução no treino não depende apenas de aumentar o peso. Melhorar a execução, ajustar o número de séries, repetições e o tempo de descanso também são formas eficazes de progredir. “Treinar melhor é tão importante quanto treinar mais pesado”, explica.

Além disso, os especialistas apontam que resultados consistentes também dependem de alimentação adequada, sono de qualidade e regularidade nos treinos.

Mais do que escolher entre carga ou repetição, o segredo está no equilíbrio entre intensidade, técnica, recuperação e constância, garantindo evolução de forma segura e contínua.

Thatiane Maia, fisioterapeuta

Fonte: Folha Vitória

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