banner viana
anucie aqui * 728x90-1
vila velha
assembleia legislativa

Blockchain e transparência nos investimentos verdes no Brasil

O blockchain está mudando o jogo nas finanças sustentáveis, ele permite que cada centavo investido em projetos de energia renovável

Por Redação em 16/03/2026 às 05:00:27
foto: freepik

foto: freepik

*Artigo escrito porLuiz Felipe Mattos, arquiteto de Transformação Digital Sênior na ArcelorMittal FC LATAM e membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Inovação e Tecnologia de 2025 do Ibef-ES.

O Brasil está levando a sério a sustentabilidade financeira, e um bom exemplo disso é o BNDES, que vai injetar R$ 10 bilhões em projetos ecológicos até 2025. Mas como ter certeza de que essa verba vai para onde deveria? É aí que o blockchain se torna fundamental. Pense nele como um registro digital e ultrasseguro, em que cada passo do dinheiro é gravado sem chance de ser apagado ou alterado. Com essa tecnologia, fica mais difícil para as empresas fingirem que são sustentáveis (o famoso “greenwashing“). Além de trazer mais transparência para os investidores, ela reduz a burocracia e os custos de verificação, dando mais credibilidade aos relatórios e garantindo que as promessas saiam do papel.

O blockchain está mudando o jogo nas finanças sustentáveis. Ele permite que cada centavo investido em projetos de energia renovável ou green bonds, por exemplo, seja rastreado em tempo real por qualquer pessoa interessada. E a mágica aumenta quando essa tecnologia se junta à inteligência artificial. A IA analisa automaticamente o impacto de cada projeto, tornando os relatórios de sustentabilidade mais confiáveis e objetivos. No fim das contas, essa combinação resolve um dos grandes entraves do setor, ao reduzir burocracia e custos com auditorias e checagens.

No Brasil, o uso do blockchain em mercados de carbono e soluções baseadas na natureza (NbS) cresce de forma consistente. Iniciativas como o Brazil NbS Investment Summit 2025 reforçam a vocação nacional em ativos ambientais, especialmente ligados à agricultura regenerativa e à conservação florestal. Bolsas e fintechs já testam a integração da tecnologia em relatórios ESG e na emissão de bonds verdes, o que deve aumentar a atratividade desses instrumentos para investidores internacionais.

Eventos como o Blockchain Rio 2025 colocam o país em destaque na inovação cripto da América Latina, com foco em regulação e adoção institucional voltada a ESG. Para o Espírito Santo, que busca diversificar sua economia com foco na transição ecológica, essa tendência abre caminhos promissores em energia renovável, logística verde e agricultura de baixo carbono. A aproximação entre hubs de inovação e programas corporativos com blockchain pode impulsionar a competitividade regional.

Apesar do potencial, o blockchain ainda enfrenta desafios como escalabilidade, falta de padronização e um marco regulatório em construção. Para CFOs e conselheiros, algumas estratégias práticas incluem auditorias digitais em plataformas híbridas de AI-blockchain, capacitação de equipes para leitura de relatórios automatizados e participação em fóruns internacionais — como a European Blockchain Convention — que ampliam a troca de experiências e boas práticas.

O blockchain tende a se consolidar como base das finanças sustentáveis no Brasil, ampliando a confiança em investimentos verdes e mitigando riscos associados à falta de transparência. Para o IBEF-ES, o tema representa uma oportunidade estratégica de debate sobre inovação tecnológica e governança. Promover workshops e grupos de estudo pode apoiar executivos na adoção de modelos mais robustos, alinhando tecnologia e propósito em uma agenda ESG que já se mostra central nas finanças globais.

Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo.

Fonte: Folha Vitoria

Comunicar erro
anucie aqui * 728x90-2

Comentários

728x90-3
×

tete

Acessar