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Rota de cafés transforma propriedades rurais em experiências turísticas em Muniz Freire

No sítio Alto Cachoeira é posssível admirar a paisagem das montanhas do CaparaóA tradição cafeeira de Muniz Freire ganhou um novo atrativo para moradores e visitantes. Lançada no fim

Por Redação em 14/03/2026 às 05:00:24
Parte de uma colheita do Café Louir					
				
								
					
						Plantação de cafés especiais no Sítio Alto Ribeiro					
				
								
					
						No sítio Alto Cachoeira é posssível admirar a paisa

Parte de uma colheita do Café Louir Plantação de cafés especiais no Sítio Alto Ribeiro No sítio Alto Cachoeira é posssível admirar a paisa

A tradição cafeeira de Muniz Freire ganhou um novo atrativo para moradores e visitantes. Lançada no fim de 2025, a Rota Cafés de Muniz Freire reúne propriedades e empreendimentos que transformaram a produção de cafés especiais em experiências turísticas que aproximam o público do campo, da cultura local e das paisagens das montanhas do Caparaó.

A iniciativa foi construída a partir de uma parceria entre a administração municipal, por meio das secretarias de Turismo e de Desenvolvimento Agropecuário, o Sebrae/ES, a Cresol Fronteiras e a Organização das Cooperativas Brasileiras no Espírito Santo (OCB/ES). O objetivo é valorizar a produção local, fortalecer os pequenos negócios rurais e impulsionar o turismo na região.

Segundo a analista da regional Caparaó do Sebrae/ES, Alessandra de Souza, a criação da rota acompanha o crescimento e a organização do setor cafeeiro no município.

“A ideia da Rota Cafés de Muniz Freire surgiu a partir da forte vocação do território para a produção de cafés especiais e do crescimento expressivo de produtores locais que vêm se destacando pela qualidade dos seus cafés”, explica.

Ela destaca que o trabalho de apoio aos produtores já vem sendo desenvolvido há alguns anos e ganhou ainda mais força recentemente, com a organização dos empreendedores e o surgimento de marcas próprias de café na região.

“O Sebrae/ES teve um papel estratégico na estruturação da rota, apoiando a organização dos empreendimentos, a qualificação dos produtores para o turismo de experiência, o fortalecimento da gestão dos negócios e a construção coletiva do conceito da rota”, afirma.

Ao transformar propriedades rurais em espaços de visitação, a iniciativa também amplia as oportunidades de renda para quem vive da produção de café. Em vez de apenas comercializar o produto, os produtores passam a oferecer vivências gastronômicas, culturais e de hospitalidade rural.

“Assim, eles compartilham com os visitantes toda a história, o cuidado e o conhecimento envolvidos na produção de um café especial. Essa aproximação com o consumidor agrega valor à marca e cria novas fontes de renda no meio rural”, destaca Alessandra.

E engana-se quem pensa que a rota se resume a degustar cafés. Quem percorre os empreendimentos descobre uma experiência completa: é possível conhecer as lavouras de perto, participar de oficinas e vivências sensoriais e entender todo o caminho do café — da lavoura até a xícara. Tudo isso em meio às paisagens naturais do Caparaó, que por si só já são um convite à visita.

A Rota Cafés de Muniz Freire também ajuda a movimentar a economia regional. Ao atrair visitantes interessados no universo dos cafés especiais, a iniciativa acaba impulsionando outros setores, como hospedagem, gastronomia, artesanato e comércio local.

“Quando uma rota como essa se consolida, ela amplia o tempo de permanência do visitante na região e gera impactos positivos em diversos setores da economia. O turista que chega para conhecer as propriedades também movimenta pousadas, restaurantes, cafeterias e o comércio local, criando um ciclo virtuoso de geração de renda e oportunidades”, garante Alessandra.

A Rota Cafés de Muniz Freire reúne dez experiências turísticas que conectam café, cultura, gastronomia e natureza. Os empreendimentos participantes oferecem desde cafeterias com degustação de cafés especiais até vivências no campo, como experiências ligadas à piscicultura, permitindo ao visitante conhecer diferentes atividades produtivas da região.

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Fonte: Folha Vitoria

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