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Politica Capixaba Folha

Federação entre Psol e PT: No ES, líderes têm posições divergentes

Enquanto o presidente do PT capixaba, João Coser, se mostra favorável, a deputada Camila Valadão, que é a principal liderança do Psol, tem posição contrária


Camila Valadão e João Coser

*Com a colaboração de Enzo Bicalho

O diretório nacional do Psol decide neste sábado (07) se fecha uma federação com o PT já para as eleições de outubro. A proposta é para que o Psol ingresse na federação Brasil da Esperança, que já conta com os partidos PV e PCdoB.

O convite partiu do PT, que é majoritariamente a favor da entrada de mais um partido na federação.

Já no Psol, não há consenso sobre o tema. A maior parte das correntes internas do partido é contrária à formação da federação, mas os apoiadores contam com nomes de peso, como o ministro Guilherme Boulos (Secretaria Geral da Presidência) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Os favoráveis usam a justificativa de que é preciso unir a esquerda para fortalecer a presença nos parlamentos e derrotar a extrema-direita. Os contrários, afirmam que a federação irá comprometer a identidade, autonomia e liberdade do partido. Hoje, o Psol é federado com a Rede.

No Estado, a posição dos principais líderes do PT e do Psol também caminha para lados opostos – embora, os dois partidos estejam costurando uma aliança para as eleições.

Aliança, sim. Já federação…

O presidente do PT capixaba, deputado estadual João Coser, tem se mostrado favorável ao “casamento” com o Psol.

Questionado pela coluna, ele respondeu que o partido no Estado deve acompanhar o posicionamento do PT Nacional:

“O tema ainda não está em debate no PT estadual. Entretanto, como é um movimento que conta com o respaldo da Executiva nacional, é natural que esse posicionamento seja acompanhado no Estado”, disse Coser, por meio de nota.

No Estado, o PT vai completo para as eleições: terá candidato ao governo, ao Senado e chapas de estadual e federal. Os petistas querem manter as duas cadeiras na bancada federal e ampliar a presença na Assembleia, além de reeleger o senador Fabiano Contarato e eleger Helder Salomão ao Palácio Anchieta.

Trata-se de um cenário diferente se comparado ao Psol, que deve focar suas forças em marcar presença na chapa federal e reeleger sua principal liderança: a deputada estadual Camila Valadão.

A deputada defende uma aliança com o PT para as eleições, apoiando Helder ao governo e Contarato ao Senado, mas é contra o Psol ingressar na federação.

“Sou contra por vários aspectos, um deles é que a gente defende a autonomia do Psol com relação ao governo. Autonomia para votar, para se posicionar em diversos temas. E estar numa federação, a gente entende que compromete essa autonomia”, avaliou Camila.

Outro ponto citado pela deputada é que a federação prejudicaria a estratégia do Psol nos estados. “O processo de federação submete hoje as táticas do Psol às táticas do PT, e a gente tem diferenças em alguns estados e algumas regiões”.

Camila também acredita que uma eventual federação com o PT diminuiria as candidaturas do campo da esquerda.

“É importante lembrar que o PT é federado com mais dois partidos, já são três partidos nessa federação. Então, trazer mais um partido, acho que diminui a intervenção da esquerda e não amplia. Ter a federação Psol e Rede, hoje, contribui pra gente ter mais candidaturas desse campo progressista, da esquerda nas ruas. Do ponto de vista tático, numérico, me soa estranho a gente diminuir essa intervenção”, avaliou.

Segundo Camila Valadão, seu posicionamento contrário à federação – que, segundo ela, é o posicionamento da maioria do partido nacionalmente – não prejudica a aliança que está sendo construída com o PT no Estado.

Desde que anunciou que teria candidatura própria ao governo, o PT tem contado com o apoio da federação Psol-Rede.

“Nós defendemos uma aliança com o PT, com a pré-candidatura de Helder Salomão (ao governo), com a pré-candidatura do Contarato à reeleição no Senado. Embora aqui sejamos contra a federação, defendemos uma aliança já nesse primeiro turno da eleição porque é importante a esquerda ampliar sua intervenção. A nossa disputa pode alterar a correlação de forças no Estado e, consequentemente, a intervenção política”, afirmou.

Pelas regras eleitorais, os partidos federados precisam ficar juntos por, no mínimo, quatro anos. A previsão é que, se o Psol decidir federar com o PT, a Rede pule fora da federação com o Psol.

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Folha Vitória

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