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Saude capixaba

Hospital passa a oferecer tratamento inédito no ES contra câncer de fígado; entenda

TheraSphere é uma das tecnologias mais avançadas para o tratamento de tumores hepáticos


Imagem: Divulgação/Hospital Santa Rita

O Hospital Santa Rita realizou a primeira radioembolização hepática com microesferas de vidro (TheraSphere) no Espírito Santo, uma das tecnologias mais avançadas para o tratamento de tumores hepáticos.

Por que isso importa: Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que 10.700 novos casos de câncer de fígado foram registrados por ano, entre 2023 e 2025. Esse é o 15° tipo de câncer mais comum.

O procedimento foi indicado para uma paciente de 83 anos com carcinoma hepatocelular. Ela recebeu alta no mesmo dia.

A técnica, conhecida comercialmente como TheraSphere, é uma forma de radioterapia interna seletiva (SIRT) que utiliza microesferas de vidro impregnadas com Ítrio-90 para liberar radiação diretamente no tumor, preservando o tecido saudável ao redor.

A radioembolização ocorre em duas etapas:

Mapeamento vascular: estudo detalhado da anatomia do fígado e cálculo do shunt hepatopulmonar, para avaliar risco de migração das partículas.

Aplicação das microesferas: administração do Ítrio-90 por cateter, geralmente pela artéria femoral, guiada por imagem.

Para cada paciente é calculada a dose necessária, que é preparada em laboratório especializado nos Estados Unidos e enviada diretamente ao hospital credenciado. No Espírito Santo, o Hospital Santa Rita possui a estrutura e o credenciamento necessários para a realização desse tipo de tratamento.

Radiologista intervencionista do Hospital Santa Rita, Luiz Sérgio Pereira Grillo Júnior

A estrutura para o procedimento envolveu a Sala de Hemodinâmica do Instituto do Coração e o Serviço de Medicina Nuclear da instituição.

Como funciona a tecnologia

Diferentemente da quimioembolização, cujo principal mecanismo é bloquear o fluxo sanguíneo do tumor, a radioembolização atua predominantemente pela radiação.

As microesferas, com cerca de 32 micrômetros, se alojam nos vasos que irrigam o tumor. O Ítrio-90 emite radiação beta promovendo destruição localizada das células tumorais. A meia-vida do radioisótopo é de cerca de 64 horas, mas o efeito terapêutico pode se estender por até 11 dias.

A técnica é indicada principalmente para:

Carcinoma hepatocelular irressecável;

Metástases hepáticas colorretais;

Tumores neuroendócrinos com acometimento hepático.

Há indicação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para casos específicos de carcinoma hepatocelular intermediário ou avançado, quando a quimioembolização é inadequada.

Apesar de minimamente invasiva, a radioembolização exige acompanhamento rigoroso. Entre as possíveis complicações estão descompensação da função hepática, icterícia e ascite, relacionadas ao impacto da radiação no fígado remanescente.

Folha Vitória

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