Imagem: Thiago Soares/Folha Vitória/Trilho Estúdio de Conteúdo
Segundo o Guia Salarial 2026, elaborado pela Michael Page, 55% das empresas veem os pacotes de benefícios como essenciais para atrair e reter novos talentos. Para os entrevistados, as principais prioridades são bônus, plano de saúde, alimentação e previdência privada.
Já um levantamento daMIT Sloan Management Review Brasil,em conjunto com oUnico Skill, aponta que 70% dos profissionais são influenciados pelos benefícios que recebem para permanecer nas empresas.
Para Lucas Richa, CFO do Grupo Comprocard, os dados apontam que os pacotes de benefícios são essenciais para a saúde dos negócios. A empresa capixaba já atende mais de 50% do mercado privado no Espírito Santo, o que corresponde a cerca de 400 mil colaboradores.
Confira a entrevista completa com Lucas Richa, diretor financeiro do Grupo Comprocard
Quando falamos sobre benefícios, o cartão alimentação costuma ser o mais lembrado. Esse continua sendo o benefício mais demandado pelas empresas?
Sim. Pesquisas mostram que mais de 60% dos trabalhadores brasileiros valorizam benefícios estruturados, como alimentação, muitas vezes até mais do que aumentos salariais diretos.
O cartão alimentação tem um diferencial importante: ele garante segurança alimentar. O colaborador sabe que, independentemente de oscilações no orçamento, terá recursos destinados exclusivamente à alimentação.
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) tem impacto financeiro e também psicológico, trazendo previsibilidade e estabilidade.
O mercado de benefícios é amplo. O que pode ser um diferencial neste contexto?
O mercado de benefícios possui certa padronização regulatória, mas o diferencial está na execução: atendimento, proximidade e agilidade.
A Comprocard, por manter foco estratégico no Espírito Santo e estar próximo do RH das empresas, dos lojistas e dos colaboradores oferece respostas mais rápidas e personalizadas. Temos a maior rede credenciada do estado e conseguimos resolver demandas com agilidade — algo que estruturas muito grandes, mais centralizadas e robotizadas, frequentemente não conseguem.
Nosso diferencial não está apenas no produto, mas na experiência de atendimento.
O que faz um benefício ser realmente eficaz para a empresa e para o colaborador?
Buscamos investir fortemente em tecnologia, porque benefício só é bom quando funciona. Isso significa saldo disponível na data correta, transações rápidas e aprovação sem fricções no ponto de venda.
Hoje, a empresa detém entre 50% e 55% do market share privado no Espírito Santo, pois entendemos e investimos nessa relação.
O que uma empresa precisa levar em consideração na hora de contratar uma administradora de cartões de benefícios?
O processo precisa ser simples e rápido. No caso da Comprocard, por exemplo, após o primeiro contato, solicitamos informações básicas, como número de colaboradores, valores e modalidade contratada e, em seguida, geramos o contrato.
É importante levar em consideração o tempo de entrega também. Quando a empresa contrata esse tipo de serviço, não quer demorar a oferecê-lo para o funcionário.
Conosco, a entrega ocorre em até 48 horas. Em casos específicos de urgência, conseguimos viabilizar no mesmo dia, sempre dentro das regras de compliance e exigências legais.
Quais são os principais desafios do setor hoje? E no Espírito Santo?
Há dois grandes desafios. O primeiro é tecnológico. Operamos dentro do mercado de meios de pagamento, que exige constante atualização regulatória, segurança da informação e eficiência no processamento das transações — desde a carga do saldo até o reembolso ao lojista.
O segundo desafio é comercial. O Espírito Santo é um mercado relevante, mas limitado em tamanho. Com mais da metade do market share privado, crescer exige estratégia, fidelização e busca constante por novos parceiros.
Quais tendências a empresa enxerga para o futuro do setor de benefícios?
O setor tende a evoluir em três frentes principais:
Interoperabilidade: maior integração entre sistemas e maquininhas, ampliando a aceitação dos cartões em diferentes estabelecimentos.
Digitalização e segurança: fortalecimento tecnológico para garantir transações cada vez mais rápidas e seguras.
Experiência do usuário: foco crescente na jornada do colaborador, com soluções mais integradas e eficientes.
O mercado de benefícios está inserido no ecossistema de pagamentos, que é dinâmico e altamente regulado. Estar preparado para mudanças é essencial.
Fonte: Folha Vitória