O senador Magno Malta, presidente do PL no Espírito Santo, tem trabalhado em duas frentes nas eleições 2026: emplacar sua filha Maguinha como candidata ao Senado no ES e isolar o PL. Isso ficou muito claro domingo (1º), quando convocou mais um ato da direita visando atravessar Vila Velha e Vitória, e o quórum foi baixo.
O número de apoiadores foi muito abaixo do que esperava e de outros manifestos. Tão baixa participação que foi abortada meta de atravessar a ponte, e com ele um pequeno grupo de filiados ao PL e lideranças políticas circularam sobre um trio elétrico por Vila Velha.
Não se pode negar que onde passavam as manifestações de apoio aconteciam, mas as pessoas não estavam na rua – apenas acenaram dentro de suas casas ou estabelecimentos por onde o trio em que estavam Magno, Maguinha, Pastor Fabiano, Pastor Dinho, os deputados Lucas Poles e Callegari e outros 10. Isto significa também que a disputa pelo microfone para discursar também foi menor.
O que se viu não foi desprestígio, mas uma baixa. Segundo um dos participantes que falou com ES Hoje, mas não quer o nome divulgado, a dificuldade de relacionamento com Magno Malta tem afetado a participação dos políticos e da militância. O bolsonarista foi duro:
“Magno vai destruir o movimento da direita capixaba. Verdade seja dita, ele se isola, quis fazer uma manifestação para chamar de “sua”, lançar Maguinha como candidata a senadora. A mobilização fracassou, suspendeu travessia da ponte”.
No pleito de 2024, em todo país o PL elegeu 510 prefeitos – senado apenas 5 cidades: São Gabriel da Palha, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Ibatiba e Muqui. Se depender de Magno Malta, em 2026, o PL não fará alianças no Espírito Santo, mantendo o isolamento do partido que terá como candidato a presidente o senador Flávio Bolsonaro
Fonte: ES HOJE