O profissional da área de TI foi preso por armazenar material conteúdo de abuso sexual infantil, após alerta do FBI. Foto: Divulgação/PF
Uma investigação da Polícia Federal, que começou a partir de uma informação do Federal Bureau of Investigation (FBI) – a polícia federal americana -, terminou na prisão em flagrante de um homem de 39 anos, nesta quinta-feira (5), na Serra, em uma operação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram três computadores e um celular. Em um dos dispositivos, foi localizado conteúdo de abuso sexual infantil.
O homem, que atua na área de Tecnologia da Informação, foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de posse de material de abuso sexual infantil, cuja pena varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.
A ação faz parte da chamada Operação Catatonia, deflagrada pela Polícia Federal no Espírito Santo para combater crimes relacionados à exploração sexual infanto-juvenil. As investigações continuam para verificar se houve também compartilhamento do material, crime com pena prevista de três a seis anos de prisão e multa.
Investigação começou após informação do FBI
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após uma informação recebida do FBI. A agência norte-americana identificou usuários de um fórum na dark web dedicado ao compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
A partir desses dados, os investigadores conseguiram identificar um possível usuário no Espírito Santo, o que levou ao pedido de busca e apreensão cumprido nesta quinta-feira.
Origem do nome da operação
O nome da operação faz referência ao termo catatonia, estado que pode provocar imobilidade. Segundo a Polícia Federal, a ideia é simbolizar a intenção de imobilizar possíveis infratores e impedir a continuidade da exploração sexual infantil.
Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” no Estatuto da Criança e do Adolescente para definir situações envolvendo menores em atividades sexuais explícitas, especialistas e organismos internacionais preferem a expressão abuso sexual de crianças e adolescentes, por evidenciar a gravidade da violência cometida contra as vítimas.
Orientação aos pais e responsáveis
A Polícia Federal também alerta pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar o comportamento de crianças e adolescentes tanto no ambiente virtual quanto no cotidiano.
Entre as orientações estão conversar abertamente sobre riscos na internet, orientar sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além de observar possíveis mudanças de comportamento. A instituição destaca ainda que os jovens devem se sentir seguros para pedir ajuda caso recebam contatos inadequados.
Segundo a corporação, informação e prevenção são fundamentais para proteger crianças e adolescentes e evitar crimes de exploração sexual.
Fonte: Folha Vitória