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Polícia

Morte de Dante Michelini: preso pelo crime deve passar por audiência de custódia

Audiência judicial pode acontecer nesta quarta (25). Willian Manzoli confessou o assassinato de Dantinho Michelini, que foi decapitado em Guarapari


Willian Santos Manzoli (à esquerda) é suspeito de assassinar Dante Brito Michelini, o Dantinho (à direita). Fotos: Reprodução

O suspeito de matar e decapitar Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho, de 75 anos, deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (25). A informação é da defesa do suspeito, Willian Santos Manzoli, de 28 anos.

Willian permanece preso desde o dia 28 de janeiro, quando foi detido por outro crime: violência doméstica. No dia 11 de fevereiro ele foi interrogado dentro do presídio, confessou o assassinato de Dantinho e indicou onde estava a cabeça da vítima.

A advogada de Willian, Yara Karlla Rodrigues Januth, explicou que o suspeito já havia passado por uma audiência de custódia quando foi preso em janeiro, e, inicialmente, o juiz entendeu que não era necessária uma nova audiência.

A defesa, então, impetrou um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) para reformar a decisão. A defesa é feita em conjunto com o advogado Ricardo Gilbert.

Nosso entendimento é que, apesar de já estar preso, ele tem que passar por uma nova audiência, tendo em vista que é um outro processo, outro crime, é um novo título prisional. Esse entendimento inclusive vai de acordo com os tribunais superiores, que foi também o entendimento da desembargadora, que concordou que há a necessidade de ter a realização dessa audiência”.

Yara Karlla Rodrigues Januth, advogada

A defensora explicou ainda que a audiência de custódia serve para averiguar a legalidade da prisão e se ela ocorreu dentro dos moldes legais.

“Na audiência de custódia se discute a necessidade da prisão e as questões que envolvem direitos humanos, o que para nós é crucial, para verificarmos se houve indícios de maus-tratos, por exemplo”, detalhou a advogada.

O corpo de Dantinho foi encontrado na tarde do dia 3 de fevereiro dentro de uma casa destruída por um incêndio em um sítio em Guarapari, onde ele morava sozinho há vários anos. O corpo estava em avançado estado de decomposição, sem cabeça e parcialmentecarbonizado.

Dois dias depois, a Polícia Científica confirmou que o corpo era de Dantinho e que a identificação foi feita por meio de um exame papiloscópico.

Suspeito do assassinato, Willian estava preso por violência doméstica desde o dia 28 de janeiro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.

Ele foi formalmente acusado da morte de Dantinho no dia 11 de fevereiro, após confessar o crime durante um depoimento prestado dentro do presídio. No mesmo dia, indicou onde estava a cabeça de Dantinho.

O membro foi localizado dentro de uma sacola plástica em um canal de Guarapari durante uma operação que contou com o auxílio de uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros.

Dantinho ficou conhecido nacionalmente por ter sido um dos investigados nocaso Araceliem 1973, quando a menina Araceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, foi assassinada em Vitória. Ele chegou a ser condenado pelo crime, mas acabou inocentado anos depois.

*Com informações da jornalista Emanuela Afonso, da TV Vitória/Record.

Folha Vitória

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