Willian Santos Manzoli, de 29 anos, suspeito de matar Dante Brito Michelini, mais conhecido como Dantinho, afirmou em depoimento que a vítima ainda estava viva no momento em que foi decapitada e retornou à cena do crime no dia seguinte para conversar com o cadáver.
Segundo as investigações, Willian invadiu o sítio da vítima após cortar uma cerca da propriedade. Dentro da casa, encontrou o idoso preparando um pão com manteiga, segurando uma faca. Os dois entraram em luta corporal.
De acordo com o relato do próprio suspeito, Dantinho foi imobilizado e, mesmo ainda com vida, teve a cabeça arrancada. Willian afirmou que pressionou o joelho contra as costas da vítima enquanto a degolava.
A perícia confirmou que a causa da morte foi decapitação por arma branca.
Após o crime, ele ateou fogo à residência e levou a cabeça dentro de uma sacola até uma área de mata, onde tentou ocultá-la em um curso d’água. Como o corpo boiou, utilizou uma pedra e um arame para mantê-lo submerso.
Frieza após o assassinato
O comportamento de Willian após o homicídio chamou a atenção dos investigadores. Segundo o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, o suspeito voltou ao local no dia seguinte.
Foi uma morte extremamente violenta. No dia seguinte, ele retorna ao sítio, fuma maconha ao lado do corpo e conversa com o cadáver”, afirmou o delegado.
Ainda conforme Dutra, o investigado demonstrou frieza e até certo orgulho durante o depoimento, que durou mais de oito horas. “Ele é um indivíduo frio, calculista e extremamente agressivo. Confessa com tranquilidade, até com certa exaltação.”
Crime teria sido motivado por vingança
A motivação, segundo a Polícia Civil, foi vingança. Um dia antes do assassinato, Willian teria sido expulso da propriedade por Dantinho após se esconder no local. Ele relatou que foi agredido com um pedaço de madeira.
Depois do episódio, passou a ser alvo de deboche em pontos de tráfico da região, onde frequentava por ser usuário de drogas. Segundo o delegado, ele teria ficado revoltado com as provocações e decidiu retornar ao sítio para se vingar.
Para a polícia, não há dúvidas quanto à autoria. O suspeito forneceu detalhes da dinâmica do crime que foram confirmados pela perícia.
O caso segue sob investigação, mas, para os delegados, a materialidade e a confissão consolidam a responsabilização de Willian pelo homicídio qualificado, marcado por extrema violência.
Folha Vitória