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Mulher morre e alunos passam mal após aula de natação em academia

Academia foi interditada por funcionar sem alvará; polícia apura uso irregular de produtos químicos na piscina

Por Redação em 09/02/2026 às 11:00:29
Foto: Canva

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A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos no sábado (7), e relatos de mal-estar entre alunos de uma academia de ginástica do Parque São Lucas, na zona leste da capital paulista. Os casos teriam ocorrido após aulas de natação em uma unidade da rede C4 Gym.

Segundo a polícia, a vítima e o marido teriam passado mal logo após a aula de natação. Ambos foram socorridos em um hospital de Santo André, no ABC Paulista, mas a aluna não sobreviveu.

O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde no 6º DP (Santo André). Será investigado, contudo, pelo 42º DP (Parque São Lucas).

A polícia determinou a realização de exames periciais no local. Na manhã de domingo, um homem foi até a delegacia para relatar que seu filho de 14 anos também apresentou mal-estar após utilizar a mesma piscina.

Academia é interditada após morte de aluna

Após o ocorrido, a academia foi interditada pela Prefeitura de São Paulo. Segundo o auto de interdição, o estabelecimento funcionava sem alvará e apresentava “estado precário de segurança”, o que representava risco à integridade física de frequentadores e vizinhos.

Durante vistoria no local, a Polícia Civil identificou diversas irregularidades. Entre elas, a instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia, o que é considerado um grave risco de segurança.

Além disso, os produtos químicos usados na limpeza da piscina estavam armazenados de forma inadequada. Segundo os investigadores, o espaço não possuía ventilação adequada, o que pode ter agravado a exposição aos vapores.

Testemunhas relataram que um produto químico foi jogado na piscina pouco antes de os alunos começarem a passar mal. Conforme apuração da polícia, o responsável pela aplicação não era um técnico especializado, mas atuava como manobrista da academia.

“O local estava totalmente irregular”, afirmou o investigador-chefe do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), Geraldo Oliveira.

Ainda segundo a Polícia Civil, alunos relataram odor intenso, gosto estranho na água e turvação da piscina. Pouco depois, diversos frequentadores passaram mal.

A perícia técnica irá apontar qual substância foi utilizada e se houve negligência no manuseio dos produtos químicos.

Além da morte de Juliana, outras quatro pessoas foram internadas após utilizarem a piscina. O marido da vítima, Vinicius de Oliveira, segue internado em estado grave na UTI.

O adolescente de 14 anos apresentou desconforto respiratório e recebe tratamento com oxigênio. O estado de saúde das outras duas pessoas não foi divulgado.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar responsabilidades criminais, incluindo eventuais crimes contra a saúde pública. Os órgãos municipais já lacraram o imóvel e devem aplicar as sanções administrativas previstas em lei.

Em nota, a C4 Gym afirmou que lamenta profundamente o ocorrido, informou que prestou atendimento imediato aos envolvidos e declarou que está colaborando integralmente com as autoridades.

*Com informações dos portais UOL, R7 e Estadão.

Fonte: Folha Vitória

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