VIDA SAUDÁVEL | Ouvido de nadador: como evitar dor de ouvido no verão?
Muita gente encara o cálculo renal como um episódio isolado, algo que acontece por acaso e se resolve apenas com o tratamento da dor.
No entanto, na prática clínica, observo que a formação de “pedras nos rins” costuma ser um sinal de que algo no organismo está fora de equilíbrio. Tratar apenas a crise, sem investigar a causa, aumenta muito o risco de novos episódios, muitas vezes mais dolorosos e complexos.
O rim é um órgão sensível
É nesse ponto que o acompanhamento com o nefrologista se torna fundamental. O rim é um órgão altamente sensível a alterações no metabolismo, na hidratação e na composição da urina. A litíase renal pode estar relacionada a excesso de cálcio, oxalato, ácido úrico ou cistina na urina, além de alterações do pH urinário.
Esses fatores não são identificados apenas com exames de imagem. É necessária uma avaliação mais ampla, que inclui exames de sangue, análise da urina e, em alguns casos, coleta de urina de 24 horas.
Na consulta, busco entender hábitos alimentares, ingestão de líquidos, uso de suplementos, histórico familiar e presença de doenças associadas, como obesidade, gota, doenças intestinais e alterações hormonais.
Muitas pessoas se surpreendem ao descobrir que o cálculo não surgiu apenas pela baixa ingestão de água, mas por combinações específicas de dieta, metabolismo e predisposição individual. Identificar o tipo de cálculo é essencial para orientar mudanças eficazes.
Investigação ajuda a evitar novas crises
A investigação adequada permite estratégias personalizadas de prevenção. Em alguns casos, o ajuste da alimentação e da hidratação é suficiente. Em outros, é necessário tratar distúrbios metabólicos ou usar medicamentos que reduzem a formação de novos cálculos. Sem essa abordagem direcionada, o risco de recorrência permanece alto, e o paciente entra em um ciclo repetitivo de dor, internações e procedimentos.
VIDA SAUDÁVEL | Ouvido de nadador: como evitar dor de ouvido no verão?
Cálculo renal não deve ser tratado apenas como um evento pontual. Investigar a causa é o passo mais importante para evitar novas crises e preservar a saúde dos rins ao longo do tempo. O acompanhamento especializado transforma um problema recorrente em uma condição controlável, com impacto real na qualidade de vida.
Fonte: Folha Vitória