Foto: Reprodução/Instagram/@ivomeirelles
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão Orelha nesta terça-feira (3).
O inquérito apontou que o crime realmente teve participação de adolescentes. A polícia pediu a internação de um dos menores, além de indiciar três adultos por coação a testemunha. A polícia não informou se os adultos eram pais ou familiares dos menores.
Além de Orelha, também foram encerradas as investigações sobre maus-tratos contra outro cachorro, chamado de Caramelo. Neste caso, quatro adolescentes foram representados.
Apesar da conclusão dos inquéritos, por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, como informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
No decorrer das investigações, foram ouvidas 24 testemunhas, além de oito adolescentes suspeitos investigados. Também houve análise de vídeos e de um moletom usado pelo suspeito de matar Orelha, itens usados para chegar a ele.
Orelha morreu neste mês, após ter sido supostamente agredido por um grupo de adolescentes. Dois dos investigados estavam em viagem aos Estados Unidos quando a Polícia Civil instaurou o inquérito para apurar a morte do cachorro e o crime de coação.
Na quarta-feira, 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte obtiveram na Justiça uma liminar que determina que plataformas digitais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok excluam postagens com informações pessoais sobre os investigados. Segundo a defesa, o conteúdo divulgado infringe normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Um dos adolescentes deixou de ser tratado como suspeito e passou a ser visto como testemunha do crime.
*Com informações do Metrópoles e do Estadão
Fonte: Folha Vitória