Foto: Canva Responsável por quase metade da produção nacional de inhame, o Espírito Santo deverá contar, em breve, com n
Pesquisas do Incaper desenvolvem novas variedades de inhame adaptadas ao Espírito Santo
“O inhame é propagado vegetativamente por meio dos rizomas, o que favorece o surgimento de variações genéticas naturais ao longo do tempo”, explica a pesquisadora do Incaper Daniela Camporez, responsável pelos estudos moleculares do projeto.Paralelamente, a pesquisadora Rosenilda de Souza também coordena um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado (Fapes), com investimento de R$ 167,6 mil, que prevê o resgate e a caracterização de variedades crioulas conservadas por agricultores familiares em diferentes regiões do Estado.“Serão, no mínimo, dois anos de avaliações a campo e análises laboratoriais, além de mais um ou dois anos para comprovação dos resultados. Trata-se de um trabalho cuidadoso, desenvolvido por uma equipe multidisciplinar”.“Capital Nacional” é capixabaMaior produtor de inhame do Brasil, Alfredo Chaves, na região Serrana do Espírito Santo, é reconhecido oficialmente como Capital Nacional do Inhame, título que reflete a elevada produtividade e a relevância econômica da cultura para o município. Em 2024, a cidade liderou a produção capixaba, com 31,7 mil toneladas colhidas.“O título veio em 2025 e foi a forma encontrada para tornar reconhecido o patrimônio agrícola mais importante de Alfredo Chaves. É um símbolo para a região”, disse o produtor e pesquisador Jandir Gratieri.Segundo o extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) João Medeiros, em Alfredo Chaves, a atividade envolve aproximadamente 800 famílias da agricultura familiar.
Fonte: Tribuna Online