A primeira locomotiva da série Evolution destinada à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, teve a produção concluída em Contagem (MG). O novo modelo faz parte do plano de renovação da frota da Vale, consome 6% menos combustível e poderá utilizar etanol misturado ao diesel, em testes que devem seguir até o início de 2028.
As primeiras cinco locomotivas serão entregues à ferrovia até o fim deste ano. Elas integram um lote de 50 unidades adquirido pela Vale em 2025, com o objetivo de modernizar as operações ferroviárias e reduzir as emissões de carbono.
A fabricação é realizada pela Wabtec, responsável pelo desenvolvimento dos equipamentos. Segundo a empresa, a série Evolution representa um avanço tecnológico em relação à plataforma Dash, utilizada atualmente na Estrada de Ferro Vitória a Minas.
Além da economia de combustível, as novas locomotivas poderão operar com uma concentração de biodiesel de até 25%. O percentual supera os 15% exigidos pela legislação brasileira em 2026.
A Vale e a Wabtec também estudam a utilização de etanol misturado ao diesel como alternativa para reduzir as emissões das operações ferroviárias. Os testes estão em andamento e devem continuar até o início de 2028.
A iniciativa faz parte da estratégia da mineradora para tornar o transporte ferroviário menos poluente e avançar no cumprimento das metas ambientais estabelecidas pela companhia.
O contrato prevê a incorporação de 50 locomotivas às duas principais ferrovias operadas pela Vale no país. Desse total, 36 unidades do modelo EVOBBW serão destinadas à Estrada de Ferro Vitória a Minas, enquanto outras 14, do modelo ES58Aci, serão utilizadas na Estrada de Ferro Carajás (EFC).
Na ferrovia que conecta Minas Gerais ao Espírito Santo, as locomotivas terão oito eixos e serão adaptadas à bitola métrica, padrão em que a distância entre os trilhos é de um metro.
De acordo com as empresas, os novos equipamentos também terão capacidade de tração mais de 50% superior à dos modelos anteriores. A força de tração é o que permite movimentar os trens, inclusive composições de carga pesada.
As máquinas contarão ainda com cabines mais amplas e sistemas de bordo organizados para facilitar o acesso durante os trabalhos de manutenção.
A renovação da frota integra o plano de descarbonização da Vale. A empresa tem como meta reduzir em 33% as emissões de carbono até 2030 e alcançar emissões líquidas zero até 2050.
Com a incorporação das locomotivas da série Evolution e os estudos para o uso de combustíveis alternativos, a mineradora busca diminuir o consumo de diesel e o impacto ambiental do transporte ferroviário.
Folha Vitória