Foto: Divulgação “Acredite, tenha fé” fala sobre superação Durante a entrevista, Flavinha também contou a história por trás de “Acredite, tenha fé”, seu single mais recente. A música aborda superação
Com mais de 25 anos de carreira, a cantora Flavinha Mendonça segue explorando diferentes caminhos na música e ampliando seu universo artístico. Natural de Salvador, na Bahia, mas capixaba de coração, ela foi a convidada do programa Camarim 27, da SIM Prime (90.1), nesta sexta-feira (9), e falou sobre sua trajetória, a relação com o Espírito Santo e o lançamento de seu mais recente single, “Acredite, tenha fé”.
Flavinha chegou ao Espírito Santo ainda muito pequena e, depois de algumas idas e vindas pelo país, escolheu o estado para morar. Segundo ela, o acolhimento dos capixabas contribuiu para essa identificação. A cantora até criou uma palavra para definir essa mistura de origens: “Soteropolixaba”.
A música começou ainda na infância
Flavinha contou que sua relação com a música vem de muito cedo. Quando criança, ela disse que gostava de cantar, dançar e brincar diante das câmeras. O pai, apaixonado por novidades tecnológicas, comprava equipamentos para filmar as apresentações improvisadas da filha. Microfone e brincadeiras de cantora já faziam parte da rotina.
A mãe também teve influência nesse caminho, já que tocava alguns instrumentos e proporcionou à filha contato com a música desde pequena.
Mas a primeira experiência de Flavinha diante de uma plateia aconteceu no restaurante do pai, que tinha karaokê. Com cerca de 10 anos, ela cantou a música “Quando Gira o Mundo”, de Fábio Júnior.
Antes disso, a artista já havia participado de um comercial de uma loja de roupas infantis e, depois, começou a fazer desfiles. Aos poucos, as experiências artísticas se somaram até que a música se tornou parte de sua trajetória profissional.
E o contato com a criatividade continua presente na vida familiar. Durante a entrevista, Flavinha também falou sobre a relação com os filhos, que gostam de música, fantasias e brincadeiras que estimulam a imaginação.
Passagem pelo Terra Samba e pela Dallas Company
Como se esquecer do sucesso “Alô, Galera de Cowboy”, da banda Dallas Company, não é mesmo? Mas algumas pessoas talvez não sabem, ou não se lembram, que Flavinha também fez parte do grupo.
Antes de integrar a banda, a cantora passou pelo Terra Samba e chegou a morar em Salvador, onde trabalhava profissionalmente com música e mantinha contato com artistas do carnaval e do axé. Foi nesse período que recebeu o convite para entrar na Dallas Company, que vivia uma fase de destaque nacional com “Alô, Galera de Cowboy”.
A proposta, segundo ela, foi uma surpresa, já que o ritmo era diferente daquele com o qual estava acostumada. Mesmo assim, aceitou o desafio e permaneceu no grupo por seis anos.
“Foi uma experiência muito bacana, de amadurecimento. Tive um encontro com músicos muito profissionais, tive liberdade de opinar na parte criativa, foi muito enriquecedor”, conta ela.
Flavinha disse que mantém contato com os antigos colegas de banda e que, sempre que possível, eles se encontram para tocar juntos.
Depois de anos no grupo, a cantora decidiu seguir a própria identidade musical e investir na carreira solo, dando mais espaço às suas raízes baianas.
Paixão pelos trios elétricos
A energia do carnaval e dos trios elétricos é uma das grandes paixões da artista. Para Flavinha, a experiência de cantar enquanto percorre as ruas e encontra diferentes públicos torna cada apresentação especial.
“A cada show que eu faço é uma realização. Eu sou apaixonada por trios elétricos. Acho bacana que você vai andando pela cidade e vai trocando o público. Tem a galera que acompanha até o final, mas tem aqueles que esperam o trio passar e nem sempre acompanham. Então, é muito bacana, é a cara do verão.”
“Acredite, tenha fé” fala sobre superação
Durante a entrevista, Flavinha também contou a história por trás de “Acredite, tenha fé”, seu single mais recente. A música aborda superação e ganhou um significado especial durante um período de mudanças pessoais na vida da cantora.
“É uma faixa emocional, fez muito sentido para mim nesse processo de virada, de separação e superação. Tive a oportunidade de levar meus filhos e minha mãe ao estúdio e coloquei eles no clipe”, conta.
A gravação também foi marcada pela presença de dois fãs que acompanham a artista há bastante tempo. Ela os convidou para participar da experiência no estúdio, mas um deles morreu antes de conhecer a música finalizada.
Emocionada ao recordar o episódio, Flavinha explicou que a intenção não era necessariamente fazer a canção se tornar um grande sucesso comercial, mas transmitir uma mensagem positiva a quem estivesse passando por dificuldades.
“Não tive nem a intenção de fazer ela estourar, mas ela tem uma missão de tocar o maior número de pessoas possível, que possam sentir a energia positiva, de acreditar, de ter fé, que tudo vai dar certo.”
Flavinha também relembrou que ao longo da carreira já gravou com artistas como Léo Santana, Jorge & Mateus, Jammil e Reinaldo, do Terra Samba. Ela também já dividiu o palco com Ivete Sangalo e Claudia Leite em diferentes ocasiões.
Para a cantora, essas experiências têm um significado especial, principalmente por envolver artistas que admira.
“Já tive várias oportunidades muito legais. A gente, que é fã, se vê ali no palco com eles. Quando tem essas oportunidades, é sempre muito especial para mim. Eu sou muito grata”, conta.
E os planos de novas parcerias continuam. Flavinha revelou que tem vontade de trabalhar com artistas de estilos diferentes do axé, como Sandy, Ana Carolina, Marisa Monte e Roberto Carlos.
O Camarim 27 vai ao ar toda sexta-feira, às 16h, na SIM Prime, na frequência 90.1 FM. O programa recebe artistas capixabas de diferentes segmentos para conversas sobre carreira, projetos e histórias pessoais.
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Fonte: Entretenimento