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Alimentação infantil: um em cada três brasileiros de 5 a 9 anos está acima do peso

Uma em cada três crianças brasileiras de 5 a 9 anos está acima do peso, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), divulgados pela Sociedade Brasileira de P

Por Redação em 07/10/2026 às 17:00:18
Milena Zambom – Foto: divulgação
Para a nutricionista Milena Zambom, da Bluzz Saúde, a prevenção começa muito antes de uma criança apresentar excesso de peso. “A alimentação infantil precisa ser encar

Milena Zambom – Foto: divulgação Para a nutricionista Milena Zambom, da Bluzz Saúde, a prevenção começa muito antes de uma criança apresentar excesso de peso. “A alimentação infantil precisa ser encar

Uma em cada três crianças brasileiras de 5 a 9 anos está acima do peso, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Entre crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, a proporção com excesso de peso passou de 25% para 32% na última década. Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, especialistas reforçam a importância de criar hábitos alimentares saudáveis desde os primeiros anos.

A data costuma ser acompanhada por doces, chocolates, lanches e outras guloseimas. Embora esses alimentos possam fazer parte de momentos especiais, ela também serve como oportunidade para lembrar que os hábitos construídos na infância têm influência importante na saúde ao longo da vida.

Segundo o Ministério da Saúde, dados de 2020 apontavam que, entre as crianças acompanhadas pelo SUS, 31,7% das que tinham entre 5 e 9 anos apresentavam excesso de peso e 15,8% tinham obesidade. Entre adolescentes acompanhados, 31,8% estavam com excesso de peso e 11,9% apresentavam obesidade.

Para a nutricionista Milena Zambom, da Bluzz Saúde, a prevenção começa muito antes de uma criança apresentar excesso de peso. “A alimentação infantil precisa ser encarada como parte do cuidado com a saúde e não apenas como uma preocupação relacionada ao peso. É na infância que a criança começa a conhecer sabores, texturas e a construir preferências que podem acompanhá-la por muitos anos”, afirma.

Nesse processo, a participação da família é fundamental. De acordo com o Ministério da Saúde, a alimentação das crianças deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão, cereais e carnes, reduzindo a oferta de bebidas açucaradas e produtos ultraprocessados.

A recomendação não significa transformar a alimentação da criança em uma lista de proibições ou utilizar a comida como instrumento de punição. Para crianças maiores de dois anos, o mais importante é que alimentos nutritivos façam parte da rotina e que doces e outros alimentos de menor qualidade nutricional não ocupem espaço excessivo na alimentação habitual. Também é importante evitar que alimentos sejam utilizados como recompensa ou como forma de compensação emocional. Para menores de dois anos, o Ministério da Saúde recomenda não oferecer açúcar ou alimentos ultraprocessados.

“Não é necessário transformar a alimentação da criança em uma lista de proibições. O caminho é oferecer variedade, criar uma rotina e fazer com que os alimentos saudáveis estejam presentes no dia a dia. A criança aprende muito pelo exemplo, então os hábitos da família têm um peso enorme nesse processo”, explica Milena.

Outro ponto de atenção é o consumo de alimentos ultraprocessados, que podem concentrar grandes quantidades de açúcar, gordura, sódio e aditivos. Refrigerantes, bebidas adoçadas, salgadinhos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, embutidos e outros produtos desse grupo devem ter o consumo reduzido, especialmente quando passam a substituir refeições e alimentos mais nutritivos.

A rotina também conta. Fazer as refeições em horários organizados, evitar comer diante de telas e estimular atividades físicas são medidas que contribuem para uma relação mais saudável com a alimentação. O acompanhamento do crescimento, peso e altura pelo pediatra também permite identificar precocemente alterações que mereçam atenção.

“O objetivo não deve ser colocar a criança em uma dieta restritiva, mas construir um ambiente em que ela tenha acesso a alimentos variados e aprenda a reconhecer fome e saciedade. Prevenir a obesidade infantil é cuidar da saúde física e também da relação que essa criança terá com a comida ao longo da vida”, destaca a nutricionista.

Fonte: ES HOJE

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