Às vésperas da votação de domingo, a análise do Jornal do ES projeta os 2 senadores e os 10 deputados federais que devem compor a bancada capixaba a partir de 2027 Depois de acompanhar de perto todo o ciclo eleitoral, do desempenho nas urnas às redes sociais e à presença de rua em cada canto do estado, chegou a hora de fazermos nossa leitura final com nossa análise sobre o possível resultado.
O Espírito Santo já desenha, na prática, a cara da sua próxima representação em Brasília. O acompanhamento que fizemos durante todo o período eleitoral, do primeiro comício à reta final, passando pelo comportamento das redes e pela presença de rua em cada região, permite projetar com segurança rara os nomes que devem ocupar as duas cadeiras no Senado e as dez na Câmara Federal. Não é palpite: é a leitura acumulada de um ciclo inteiro de disputa, feita por quem acompanha o mercado político capixaba de dentro há anos.
Senado: liderança consolidada e a vaga que a pesquisa não enxerga
A primeira vaga é praticamente um consenso: Renato Casagrande (PSB)
chega ao fim da disputa com o capital político mais alto do estado. A trajetória à frente do Executivo capixaba, o reconhecimento nacional e a capacidade de gestão que virou marca registrada do seu grupo o colocam na liderança isolada da corrida ao Senado. Nota máxima, sem sustos no caminho.
A segunda vaga é a mais interessante da eleição capixaba, e é onde a nossa leitura diverge do que os institutos vêm mostrando. Evair de Melo (Republicanos)
, atual deputado federal e candidato ao Senado, aparece tecnicamente empatado na disputa pela segunda cadeira, mas as pesquisas têm dificuldade crônica de captar o voto do interior, exatamente onde ele constrói sua base mais sólida. O fechamento de campanha com o voto do agro consolidado a seu favor e a máquina da Aliança rodando em ritmo de vitória, com a publicação de projeto apontando para cima, reforçam a leitura de que quem chega é ele. Evair entra no Senado.
Câmara Federal: dez cadeiras, o mapa partido por partido
, que cresceu ao longo do ciclo e transforma o capital eleitoral acumulado em cadeira na Câmara.
chega como o nome mais consistente da sigla, e Manu
completa o duo com a candidata consolidando, no fechamento, a projeção construída durante toda a campanha.
É a disputa interna mais equilibrada do estado. Nossa projeção aponta João Coser
como favorito, mas Jack Rocha
segue na briga pela mesma cadeira, os dois com fôlego, e a definição podendo ir para o detalhe. Se o desempenho petista surpreender, a conta pode até caber para os dois, no cenário central, porém, é uma vaga e um nome na frente.
Tem dono na nossa leitura: Erick Musso
, que converteu articulação e presença em território eleitoral consistente do início ao fim do ciclo.
completando o par. A sigla chega à reta final com estrutura para eleger os dois.
União Progressistas — 3 vagas.
Aqui mora a principal incógnita da eleição capixaba. A sigla deve eleger três deputados federais, e indicamos cinco nomes, com apenas um cravado: Marcelo Santos
. As duas vagas restantes disputam quatro candidaturas, e nossos favoritos são Da Vitória
. Não menosprezamos, porém, Messias Donato
, que têm estrutura para protagonizar a virada na reta final. Qualquer que seja o desenho final, a bancada do União Progressistas chega a Brasília com força tripla.
Se a projeção se confirmar, o Espírito Santo chega a 2027 com uma bancada diversificada: Casagrande e Evair dando peso institucional ao Senado, e uma Câmara com presença de todos os grandes blocos da política capixaba. Disputa acirrada, renovação de nomes no cargo em relação a última legislatura, mas uma marca, nomes com expressão na política e história. O único estreante nas urnas (Serginho Vidigal) que nunca disputou nenhum cargo é o médico e filho do ex-prefeito da Serra (Sérgio Vidigal), está cotado para estar entre os 3 mais votados do Estado nesta eleição para deputado federal.
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