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Polícia

Justiça solta influenciadora presa pela PF em operação contra apostas ilegais

Thayna foi presa uma operação da Polícia Federal na Serra, suspeita de integrar um grupo de apostas ilegais


Foto: Reprodução/Instagram @thaynaendringer

A influenciadora digital Thayna Endringer recebeu alvará de soltura neste sábado (18) após passar três dias presa. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça (Sejus). Além dela, Flávio dos Santos Medina, outro investigado, também foi solto.

Thayna foi presa uma operação da Polícia Federal na Serra. Ela é suspeita de integrar um grupo responsável por um esquema de apostas esportivas ilegais.

A soltura foi confirmada pelo advogado de Thayna, Douglas Luz. Ele informou que o processo segue em segredo de justiça e que detalhes sobre o caso ainda não podem ser divulgados.

“Cumpre esclarecer, contudo, que os fatos ali apurados estão sendo devidamente esclarecidos, eis que a sua defesa adotou postura de absoluta colaboração com o trabalho que está sendo realizado pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Estadual, porquanto a investigada prestou interrogatório e, ainda, colacionou aos autos documentos e declarações pertinentes ao que está sendo apurado”, afirmou.

Ainda segundo ele, a defesa acredita que a decisão pela soltura foi a mais acertada, levando em consideração o avanço das investigações.

Pelas redes sociais, a influenciadora comemorou a decisão. Em uma publicação, ela mostra o alvará de soltura em frente a uma piscina.

Ela afirmou ainda que os policiais federais foram corretos e imparciais em suas abordagens e que segue colaborando com a investigação.

Operação contra apostas ilegais

A influenciadora foi presa na operação Slots. Segundo a investigação, a organização criminosa utilizava empresas de fachada, plataformas de apostas (as chamadasbets) sem autorização para funcionar no Brasil e mecanismos financeiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com a atividade.

As investigações começaram após indícios de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. Durante a apuração, a Polícia Federal identificou uma estrutura voltada àexploração clandestina de plataformas de apostas on-line.

De acordo com a corporação, influenciadores digitais eram usados para divulgar os sites de apostas irregulares, enquanto empresas intermediadoras de pagamento recebiam, movimentavam e distribuíam os valores obtidos com a atividade.

A PF também aponta que os investigados apresentavamevolução patrimonial incompatível com a rendaoficialmente declarada e utilizavam empresas com características de fachada. Ainda segundo a investigação, as plataformas promovidas pelo grupo não possuíam autorização para operar no país.

Sites usam imagens oficiais para aparentar regularidade

A Polícia Federal informou que os sites utilizavam indevidamente símbolos e referências visuais ligados ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), criando uma falsa aparência de regularidade para os usuários.

Além disso, os depósitos realizados pelos apostadores eram direcionados para empresas sem autorização para explorar a atividade de apostas.

Ao todo, estão sendo cumpridos14 mandados de busca e apreensãoedois mandados de prisão temporária, para a influenciadora e o marido, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória. As ordens judiciais são executadas no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.

A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além do sequestro de um imóvel e de veículos de luxo.

Folha Vitória

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