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Anvisa aprova remédio inédito para menopausa: o que é e como funciona

Veoza™ atua no cérebro para reduzir ondas de calor

Por Redação em 25/06/2026 às 05:00:11
Imagem: Freepik

Imagem: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (22) o registro do Veoza™ (fezolinetanto), o primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para tratar sintomas vasomotores moderados a intensos associados à menopausa. A aprovação foi publicada na Resolução 2.430/2026, no Diário Oficial da União.

Os sintomas vasomotores, conhecidos como fogachos, são episódios repentinos de calor intenso, geralmente acompanhados de suor e vermelhidão. Atingem principalmente a cabeça, o pescoço, o peito e a parte superior das costas.

Segundo relatório da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), entre 11% e 47% das mulheres com mais de 40 anos sofrem com sintomas vasomotores associados à menopausa.

Durante a menopausa, os níveis de estrogênio diminuem. Esse hormônio mantinha o equilíbrio com uma proteína chamada neurocinina B, responsável por regular o centro de controle da temperatura no hipotálamo, região do cérebro que age como um “termostato” do corpo.

Segundo a ginecologista Jacira Sobreira Cossate, com a queda do estrogênio, esse equilíbrio se rompe. Os neurônios KNDy, envolvidos nessa regulação, passam a enviar sinais errados, o que desencadeia as ondas de calor.

O fezolinetanto bloqueia os receptores NK3 no cérebro, os alvos da neurocinina B. Ao impedir essa ligação, o medicamento reduz a frequência e a intensidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

Pense assim: seu termostato está com o sensor quebrado, achando que você está queimando quando na verdade está tudo normal. O medicamento vai lá e ajusta esse sensor, normalizando a percepção de temperatura.

Ginecologista Jacira Sobreira Cossate, da Unimed Sul Capixaba

De acordo com informações da Anvisa, os estudos clínicos apontam que o fezolinetanto reduziu em média 53% as ondas diárias de calor após quatro semanas de tratamento. A intensidade dos sintomas também foi menor em comparação com o grupo que recebeu placebo.

“O efeito se manteve ao longo do tempo, sem perda de eficácia”, destacou Jacira. Os efeitos colaterais registrados em algumas pacientes foram dor de cabeça e tonturas.

O medicamento é voltado especialmente para mulheres que não podem usar terapia hormonal, como aquelas com histórico de câncer de mama, tromboembolismo ou acidente vascular cerebral. Também é uma opção para quem não tolera hormônios ou prefere não usá-los.

“É uma medicação importante porque é a primeira opção não hormonal que funciona para esse problema, principalmente para mulheres que não podem usar terapia hormonal, como as que tiveram câncer de mama”, afirmou a ginecologista.

É importante saber que o fezolinetanto age exclusivamente nos sintomas vasomotores. Ele não trata ressecamento vaginal, não oferece proteção cardiovascular e não age contra a osteoporose.

Até a aprovação do Veoza™, as mulheres contavam basicamente com duas alternativas: terapia hormonal, que repõe estrogênio e progesterona e resolve o problema na raiz, mas tem contraindicações, e medicamentos antidepressivos.

“Agora temos uma terceira opção desenvolvida especificamente para isso”, disse Jacira.

A terapia hormonal continua sendo indicada para quem pode usá-la, por tratar um espectro mais amplo de sintomas da menopausa. O fezolinetanto entra como complemento no arsenal terapêutico.

Impacto na qualidade de vida

A especialista destacou um efeito cascata positivo além do alívio direto dos fogachos. Ao reduzir os suores noturnos, o medicamento melhora o sono. Com mais descanso, melhora também o bem-estar emocional.

“Menos irritabilidade, menos fadiga, melhor disposição. Mulheres relatam que conseguem trabalhar melhor, se relacionar melhor, ter mais energia”, acrescentou a ginecologista.

No entanto, Jacira ressaltou que o fezolinetanto não muda o tratamento da menopausa como um todo. Ele entra como mais uma ferramenta disponível, com foco nos sintomas vasomotores.

Vejo principalmente como uma esperança para mulheres que não podem usar a terapia hormonal e sofriam com os fogachos, que atrapalham a produtividade e a qualidade de vida.

Ginecologista Jacira Sobreira Cossate, da Unimed Sul Capixaba

O Veoza™ já pode ser prescrito por médicos no Brasil. A aprovação consta na Resolução 2.430/2026, publicada no Diário Oficial da União.

Fonte: Folha Vitória

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