Foto: Reprodução/TV Vitória
Marcos Marcelo Costa Gottardo, pai de Marceli de Oliveira Gottardo, de 29 anos, morta em um apartamento em Jardim Limoeiro, na Serra, falou com exclusividade à TV Vitória sobre o assassinato da filha. Segundo ele, a morte da jovem faz parte de uma estatística crescente de violência contra a mulher no Espírito Santo: “Agredida até a morte”.
De acordo com ele, é preciso que justiça seja feita no caso para que episódios como este não voltem a acontecer.
Que seja feita a justiça, porque ela é mais uma estatística de mulher e o que está acontecendo é desesperador, porque fugiu do controle. Por mais que a gente ouça falar em segurança em favor da mulher, não vemos isso. Nunca imaginamos que vá acontecer com a gente ou nossa família.
Marcos Marcelo Costa Gottardo, pai da vítima
Marcos conta que ficou sabendo da morte da filha por meio de um amigo, que assistiu a uma notícia sobre o assassinato na TV.
Ele entrou em contato para perguntá-lo sobre o que havia acontecido. Tudo aconteceu na manhã desta segunda-feira (22).
“Foi uma comunicação de um amigo que assistiu ao caso e, pelo nome dela, ele entrou em contato comigo e disse que o nome da minha filha estava em uma reportagem. E eu disse que sim, pelo nome completo, era minha filha. Até então, não sabia de nada”, contou.
Marceli morreu a caminho do hospital
Marceli teria chegado à casa do suspeito, Bryan Fernando Gimenez, de 26 anos, por volta de 8h de domingo (21), acompanhada de dois amigos.
Os amigos foram embora e vítima e suspeito ficaram sozinhos no apartamento. Por volta de 20h40, vizinhos começaram a escutar gritos vindos do apartamento e tentaram socorrer a jovem.
Agredida até a morte, relata pai
De acordo com o pai de Marceli, as informações repassadas pelo laudo da morte dão conta de que ela teria sido espancada.
“A informação é de que ela havia sofrido uma dor, estava machucada, e foi chamado o Samu pelos vizinhos onde ela estava. O Samu encaminhou ela, mas no caminho ela veio a falecer. Depois foi constatado que ela sofreu agressão, consta no laudo. Agredida até a morte”, disse.
O suspeito confessou aos vizinhos que havia agredido Marceli. Segundo ele, a agressão aconteceu porque ela acreditava que a vítima estava “possuída por demônios” e que teria tentando expulsá-los. Em depoimento à polícia, Bryan afirmou que ele e a vítima haviam feito uso de drogas antes do ocorrido
O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado pelo meio ou modo de execução e conduzido ao presídio.
Marceli era mãe de uma menina de 6 anos, que ficará aos cuidados dos avós maternos e do pai. De acordo com Marcelo, ela ainda não sabe da morte da mãe.
“Eu deixei ela na escola, mas não sabe de nada. Fica a saudade, só Deus para nos confortar, porque é uma dor que eu não quero que ninguém sinta”, disse.
O que diz a defesa do suspeito preso
Segundo o advogado de Bryan, Álvaro França, ainda não há indícios para confirmar que Marceli foi assassinada e que a defesa pretende provar a inocência do suspeito.
“É absolutamente prematuro tecer qualquer tipo de juízo de valor uma antecipação de culpa nesse momento da investigação. Diante disso, a defesa expressa seu profundo pesar diante do falecimento da senhora Marceli e irá provar a inocência de Bryan”, afirmou.
*Com informações da repórter Thainara Ferreira, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória