banner viana
anucie aqui * 728x90-1
vila velha
assembleia legislativa
vila velha apae
Banner Prefeitura Vila Velha IPTU 2026

Lúpus: a doença silenciosa que pode começar nos rins

Entenda os sinais, riscos e a importância do diagnóstico precoce

Por Redação em 11/05/2026 às 05:00:13
Imagem: Freepik

Imagem: Freepik

O lúpus é uma doença inflamatória crônica em que o organismo perde a capacidade de reconhecer corretamente suas próprias células e passa a atacá-las. Esse processo pode comprometer diferentes órgãos ao mesmo tempo e se manifestar de formas muito variadas.

Na prática clínica, observo que muitos pacientes demoram a receber o diagnóstico justamente porque os sintomas iniciais costumam parecer desconectados. O que poucas pessoas sabem é que, em muitos casos, os rins podem ser um dos primeiros órgãos afetados.

O grande desafio é que a inflamação renal causada pelo lúpus costuma começar de forma silenciosa. Muitas vezes, o paciente não sente dor nem percebe alterações importantes no início. Em alguns casos, os primeiros sinais são discretos, como aumento da pressão arterial, inchaço nas pernas, espuma excessiva na urina ou alterações identificadas em exames de rotina.

Recentemente, acompanhei uma paciente jovem que procurou atendimento por cansaço persistente, dores articulares e leve inchaço nos tornozelos. Os exames mostraram perda importante de proteína na urina e inflamação renal causada pelo lúpus. Situações como essa reforçam como o rim pode ser uma das primeiras pistas da doença.

Quando o lúpus atinge os rins, ocorre inflamação dos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtração do sangue. Sem tratamento adequado, esse quadro — chamado de nefrite lúpica — pode levar à perda progressiva da função renal e, em casos mais graves, até necessidade de diálise.

Além dos rins, o lúpus pode provocar manifestações em diferentes partes do corpo. Dores articulares, fadiga intensa, febre, queda de cabelo e feridas na boca estão entre os sintomas mais frequentes.

Muitos pacientes também apresentam manchas avermelhadas na pele, principalmente no rosto, além de grande sensibilidade ao sol, chamada de fotossensibilidade. Em alguns casos, pequenas exposições solares podem piorar significativamente as lesões cutâneas e desencadear reativação da doença.

A boa notícia é que o tratamento evoluiu bastante nos últimos anos. Novas terapias imunológicas e medicamentos mais direcionados ao controle da inflamação têm permitido maior preservação da função renal e melhor qualidade de vida. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhores são os resultados.

Na prática clínica, vejo que exames simples, como urina tipo 1, creatinina e avaliação da proteína urinária, continuam sendo fundamentais para identificar precocemente o acometimento renal. No lúpus, reconhecer os sinais iniciais pode mudar completamente a evolução da doença

Fonte: Folha Vitória

Comunicar erro
anucie aqui * 728x90-2

Comentários

728x90-3
×

IPTU