Imagem: Freepik
O avanço das chamadas “canetas emagrecedoras”, como a semaglutida e a tirzepatida, trouxe uma nova realidade para quem busca perda de peso. Resultados mais rápidos, controle do apetite e melhora metabólica colocaram esses medicamentos no centro das discussões atuais, inclusive em eventos médicos internacionais, como o último congresso da Academia Americana de Dermatologia (AAD).
Ao mesmo tempo, uma queixa tem se tornado cada vez mais frequente no consultório: a queda de cabelo após o emagrecimento.
A relação entre queda de cabelo e emagrecimento
A primeira coisa que precisamos entender é que nem todo emagrecimento leva à queda capilar. Muitas vezes, o problema não está diretamente na medicação, mas na velocidade da perda de peso e na forma como esse processo acontece. Quando o emagrecimento é muito rápido, o organismo entra em um estado de estresse metabólico.
Também é comum haver redução importante na ingestão de nutrientes essenciais, como proteínas, vitaminas e minerais. Esse conjunto de fatores interfere diretamente no ciclo dos fios.
Nesses casos, o quadro mais comum é o eflúvio telógeno, uma condição caracterizada por uma queda capilar difusa e acentuada, que costuma surgir alguns meses após o gatilho, no caso, o emagrecimento rápido. Isso acontece porque mais fios do que o normal entram precocemente na fase de queda. Embora assuste bastante, é importante dizer que, na maioria das vezes, esse quadro é transitório e reversível, desde que a causa seja corrigida.
Como evitar a queda de cabelo
Isso pode ser evitado por meio de um emagrecimento mais lento e equilibrado, e com acompanhamento adequado. A redução da inflamação do organismo, a melhora metabólica e o cuidado com a ingestão de nutrientes podem, inclusive, favorecer a saúde do couro cabeludo e dos fios. Por isso, o foco não deve estar apenas em perder peso, mas em como se perde peso.
Algumas medidas fazem diferença, como:
Manter uma ingestão adequada de proteínas;
Garantir vitaminas e minerais importantes para o cabelo;
Acompanhar possíveis deficiências nutricionais, sendo a suplementação necessária em alguns casos.
Muito mais que estética, a aparência dos fios é um importante fator para observar a saúde como um todo, muitas vezes o cabelo é um dos primeiros a mostrar que o corpo está em desequilíbrio. Vale lembrar que nem toda queda de cabelo está relacionada ao emagrecimento.
Alterações hormonais, deficiência de ferro, doenças da tireóide e outras condições clínicas também podem estar envolvidas e precisam ser investigadas.
Fonte: Folha Vitória