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Cidades

“Vamos fazer um clamor aos céus pelo fim do feminicídio”, diz bispo da Diocese de São Mateus na Festa da Penha

A primeira romaria que chegou no Campinho do Convento da Penha neste sábado (11) foi a da Diocese de São Mateus e a missa foi marcada pelo chamado à paz e pelo alerta contra o feminicídi


Créditos: Frei Roger Strapazzon

A primeira romaria que chegou no Campinho do Convento da Penha neste sábado (11) foi a da Diocese de São Mateus e a missa foi marcada pelo chamado à paz e pelo alerta contra o feminicídio. A celebração reuniu devotos que percorreram cerca de 220 quilômetros até Vila Velha e foi presidida por Dom Paulo Bosi Dal’Bó, que conduziu a reflexão a partir do tema do dia: “Onde houver trevas, que levemos a luz”.

Durante a homilia, Dom Paulo fez um apelo direto pelo fim das agressões contra as mulheres e chamou a atenção para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes expostos à violência e à criminalidade. “Hoje, na presença de Nossa Senhora da Penha, vamos fazer um clamor aos céus pelo fim do feminicídio, que vem crescendo de forma assustadora. Nós vamos rezar com muita fé pela paz no coração da humanidade, que vem ferindo tantas vidas”, afirmou.

Em sintonia com o tema da festa, “Fazei de nós instrumentos da paz”, destacou que o convite não é abstrato, mas concreto: é reconciliar-se onde há divisão, é permanecer fiel onde muitos já desistiram, é acreditar quando os outros já perderam a esperança. “Não somos a fonte da paz, mas somos instrumentos. Não basta reconhecer as trevas, é preciso levar a luz”, disse.

A reflexão também trouxe a espiritualidade de São Francisco de Assis, cujo jubileu de 800 anos é celebrado neste ano, como inspiração para uma vida orientada pela paz. A oração franciscana é, mais do que uma súplica, um verdadeiro projeto de vida.

Ao aproximar essa espiritualidade da devoção a Nossa Senhora da Penha, Dom Paulo destacou Maria como exemplo de acolhida, escuta e reconciliação. “Ela não impõe, não divide, mas une, intercede e sustenta a esperança, mesmo diante da dor. Unir Francisco e Maria é compreender que a paz não nasce de discursos, mas de corações convertidos, disponíveis e humildes”, ressaltou.

Inspirado pelo Evangelho do dia, que apresenta o anúncio da ressurreição, o bispo lembrou que, embora a luz já tenha vencido as trevas, muitos ainda vivem como se estivessem na escuridão. Para ele, o desafio dos cristãos é permitir que Deus nos conduza como canais da presença do Ressuscitado no mundo.

Ao final, reforçou que o caminho da mudança começa de forma prática: primeiro, na reconciliação interior; depois, nas relações cotidianas, na casa, na família e no trabalho; e, por fim, no ambiente eclesial, nas paróquias e comunidades. “Não basta desejar a paz. É preciso construí-la todos os dias, com gestos concretos, onde estivermos”, concluiu.

A programação do dia começou pela manhã, com a Romaria dos Adolescentes saindo do Parque da Prainha, seguida de missa dedicada aos jovens no Campinho do Convento. Ao longo da tarde, o espaço recebe momentos de acolhida com os frades franciscanos, oração da Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora e o devocional, reunindo fiéis em clima de oração. A missa do 7º dia do Oitavário, com a participação da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, antecede o início da Romaria dos Homens, que terá missa de envio na Catedral de Vitória e seguirá com programação na Prainha.

ES HOJE

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