Escola municipal em Jardim Camburi, onde houve ataque. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória
As aulas da escola pública em Jardim Camburi, Vitória, onde um estudante de 13 anos esfaqueou um colega da mesma idade, foram suspensas nesta quinta-feira (19) e vão permanecer assim nesta sexta-feira (20). Segundo a Prefeitura de Vitória, o ataque “se trata de um caso isolado.”
“Estudantes do turno da tarde da unidade escolar onde o fato foi registrado foram liberados antecipadamente, como medida de cuidado e prevenção (…) As aulas foram suspensas na noite desta quinta-feira (19) para as turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e também serão nesta sexta (20) para todos os turnos”, disse a prefeitura em nota.
Um menino esfaqueou o colega dentro da sala de aula da escola, enquanto um professor e alunos estavam no local. Ele contou àPolícia Militarque escolheu um “alvo aleatório”, que “queria ferir alguém” e que não sabe por que fez isso.
Os dois adolescentes moravam há pouco tempo na região, segundo o comandante da 12ª Companhia Independente, major Isaac Rubim. O menor que promoveu o ataque foi detido.
“Foi uma vítima aleatória: o agressor disse que só tinha vontade de fazer isso com alguém e, hoje, ele escolheu esse dia para efetuar essa agressão”.
O estudante desferiu quatro facadas no colega, que atingiramaxila direita e as costas. Chegou até a tentar atingir um quinto golpe, porém o menino caiu no chão antes disso. O adolescente teve opulmão perfuradoe até ficouinconsciente, por conta de uma hemorragia intensa, segundo o major.
Ele foi levado ao Pronto-socorro Dra. Milena Gottardi, no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), em Bento Ferreira.
O estudante que atacou o colega com a faca foi detido e conduzido à Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle).
Os policiais que fizeram o primeiro atendimento disseram que ele aparentemente não tinha noção do que tinha feito. Ele não falava muita coisa com os policiais; só disse que não sabia por que tinha feito isso, que só teve vontade de fazer. O estudante começou a reclamar que a vida dele era ruim, que todo aniversário dele sofria muito. Parecia uma criança transtornada que precisa de ajuda também, para que não volte a fazer isso de novo.
A mãe do adolescente não deu detalhes para a polícia sobre o estado psicológico do filho. Não há informações sobre a origem da faca ou o estado da vítima.
*Texto sob supervisão da editora Elisa Rangel
Fonte: Folha Vitória