(Foto: Ices/Divulgação)
A Baía de Vitória vai receber neste fim de semana uma das competições mais emblemáticas da vela capixaba. Neste sábado e domingo, o Iate Clube do Espírito Santo (Ices) realiza a 72ª Regata Volta da Taputera, reunindo velejadores experientes e novos talentos em um percurso que atravessa alguns dos cenários mais marcantes da capital.
A competição será disputada em dois dias: no sábado (7), entram em ação os barcos da classe oceano. No domingo (8), será a vez das embarcações da classe monotipo.
A expectativa é reunir cerca de 45 barcos e aproximadamente 190 velejadores, entre tripulantes e competidores, reforçando a importância da prova para a comunidade náutica do Estado.
O percurso tem aproximadamente 16 quilômetros pela Baía de Vitória, partindo da região da Baía de Camburi em direção à tradicional pedra da Taputera, localizada no canal de navegação próximo ao centro da cidade. A largada está prevista para 12 horas.
Prova tem simbolismo histórico
A regata carrega um forte simbolismo histórico. A Pedra da Taputera, que dá nome ao evento, é um antigo ponto de navegação da baía, identificado ainda na época da construção do Porto de Vitória.
Hoje, ela permanece marcada por uma boia próxima à região de Argolas, tornando-se referência para navegadores e inspiração para uma das provas mais tradicionais da vela capixaba.
A regata faz parte da história náutica do Espírito Santo. Manter essa tradição viva é também valorizar nossa relação com o mar e incentivar novas gerações de velejadores a se conectarem com esse esporte”
Fabiano Alves Pereira, comodoro do Ices
A expectativa da organização é de vento nordeste e tempo firme, condições que prometem uma prova técnica e emocionante, marcada pelas mudanças de vento e pelas correntes características da Baía de Vitória, desafios que exigem estratégia e habilidade das tripulações.
Ao longo dos anos, a Volta da Taputera se consolidou como um dos momentos mais aguardados do calendário do Iate Clube, reafirmando o papel da instituição na promoção do esporte náutico, na formação de atletas e na preservação da cultura marítima capixaba.
Fonte: Folha Vitória