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Polícia

Influencer relembrou caso Araceli dois dias antes do corpo de Dantinho ser encontrado

Publicação resgata detalhes do caso reacendendo a memória de um dos crimes mais emblemáticos do Espírito Santo


Influenciador Iuri Piragibe relembrou o caso Araceli. Foto: Reprodução/Instagram @iuripiragibe

O influenciador Iuri Piragibe relembrou oassassinato da meninaAraceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, em 1973, dois dias antes do corpo de Dante Brito Michelini, o Dantinho, 75 anos,ser encontrado carbonizado em um sítio em Meaípe, em Guarapari.

O caso, queganhou grande repercussão em todo o Brasil, teve como envolvidos Dantinho, o pai dele, Dante de Barros Michelini, e Paulo Helal, conhecido como Paulinho.

No vídeo, divulgado nas redes sociais na segunda-feira (02), o influenciador destaca que o caso é um dos marcos chocantes do “True Crime”, ou seja, ramo destinado a explorar histórias violentas, do Brasil.

Em 1973, em plena Ditadura Militar, a pequena Araceli Sánchez Crespo, desapareceu em Vitória. O que se seguiu foi uma sucessão de horrores: um crime brutal cometido por herdeiros de famílias influentes, investigações sabotadas e silêncio que perdura por décadas.

Iuri Piragibe, influenciador.

O influenciador também conta detalhes do crime, em que o corpo da criança foi encontrado em um matagal após seis dias, atrás do Hospital Infantil, em Vitória, e a Polícia Civil concluiu que a menina havia sido drogada, estuprada, assassinada, desfigurada e queimada.

Iuri também relata que, à época, houve denúncias de que os acusados exerciam forte influência sobre a polícia local, o que teria atrapalhado o andamento das investigações.

Ele lembra ainda que testemunhas consideradas fundamentais para o caso morreram durante o período investigativo.

Araceli nunca teve justiça, mas a impunidade que matou continua viva e mora no mesmo Estado onde enterrada. Caso como Araceli lembra a gente que quando o poder está acima da lei, nenhuma criança está segura. A impunidade de ontem alimenta os crimes de hoje.

Iuri Piragibe, influenciador

Usuários comentaram sobre coincidência

Usuários das redes sociais e seguidores do canal comentaram sobre a coincidência envolvendo o caso Araceli e morte de Dantinho.

Entre os comentários, algumas pessoas destacaram que: “Chocada, três dias após o seu vídeo, Dantinho foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio”.

Outra pessoa comentou: “Sou capixaba e o caso Araceli chocou, não apenas o nosso Estado, mas o país. Realmente, ela nunca teve justiça”.

Relembre o caso de Araceli

A menina Araceli Cabrera Sanchez tinha 8 anos quando foi assassinada.Ela desapareceu no dia 18 de maio de 1973, e esta data se tornou símbolo de luta contra violência infanto-juvenil e deu origem ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história judicial brasileira. A menina morava em Bairro de Fátima, na Serra, ehavia saído de casa para ir à escola, na Praia do Suá, em Vitória.

Após as aulas, ela foi vista em um bar entre o cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e César Hilal, em Vitória. Depois disso, Araceli não foi mais encontrada e a família iniciou as buscas.

O corpo de Araceli apareceu em um matagal seis dias depois, atrás do Hospital Infantil, em Vitória, e a perícia da Polícia Civil concluiu queela havia sido drogada, estuprada, assassinada, desfigurada e queimada.

Após as investigações, três suspeitos foram indiciados e denunciados pelo crime:Dante Brito Michelini, o Dantinho; seu pai, Dante de Barros Michelini; e Paulo Constanteen Helal, todos membros de tradicionais e influentes famílias capixabas.

Os dois Michelini investigados pela morte de Araceli são filho e neto de Dante Michelini, empresário que dá nome à orla de Camburi e morreu em 1965.

Investigação e julgamento

A acusação alegou que Araceli foi raptada por Paulo Helal. No mesmo dia, a menina teria sido levada para o Bar Franciscano, na Praia de Camburi, pertencente a Dante Michelini, onde foi estuprada e mantida em cárcere privado sob o efeito de drogas por dois dias.

Em razão do excesso de drogas no corpo, Araceli teria entrado em coma e morreu. Paulo Helal e Dantinho teriam jogado o corpo da menina em uma mata atrás do Hospital Infantil.

Mais de 300 pessoas foram ouvidas ao longo das investigações, gerando mais de 12 mil páginas no processo de 33 volumes.

Na época, foi denunciado a forte influência dos acusados com a polícia local para dificultar as investigações. Além disso,testemunhas-chave do processo morreram durante as investigações.

Em 1980, aJustiça condenou Dantinho e Paulo a 18 anos de prisão. JáDante de Barros Michelini (que já morreu) foi condenado a 5 anospor cumplicidade.

No entanto, asentença foi anuladapelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Em 1991, 18 anos após morte de Araceli, um novo julgamento, mas desta vez a Justiça absolveu os três acusados por falta de provas e até os dias atuais ninguém foi responsabilizado pela morte da menina.

O Ministério Público chegou a recorrer, mas o TJES manteve a absolvição. O crime prescreveu em 1993.

Folha Vitória

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