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Economia Capixaba

Com investimento de R$ 12 milhões, Coopram inaugura nova unidade de beneficiamento de tilápia em abril

Com investimento de R$ 12 milhões, a Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) vai inaugurar, em abril deste ano, uma nova unidade de beneficiamento de tilápia em


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Com investimento de R$ 12 milhões, a Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) vai inaugurar, em abril deste ano, uma nova unidade de beneficiamento de tilápia em Ponto Alto, distrito de Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo. A estrutura será voltada à produção de filés de tilápia e ao desenvolvimento de produtos derivados, como hambúrgueres, quibes, bolinhos e carne moída, ampliando o aproveitamento da matéria-prima e agregando valor à produção.

Os números da cooperativa ajudam a explicar o momento de expansão. A Coopram fechou 2025 com crescimento de cerca de 25% no faturamento, passando de R$ 28 milhões em 2024 para R$ 35 milhões no ano passado. Os resultados foram apresentados aos cooperados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no dia 31 de janeiro.

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A nova unidade terá capacidade inicial de processamento de cinco toneladas de peixe por dia, com possibilidade de chegar a até 20 toneladas diárias. O investimento inclui aquisição de maquinários, compra de terreno, reformas e construções, reforçando a estratégia de diversificação da cooperativa no mercado de pescados.

Segundo o diretor-presidente da Coopram, Darli José Schaefer, a ideia de lançar novos produtos surgiu da necessidade de reduzir perdas no processo de beneficiamento.

“No beneficiamento da tilápia, uma parte da carne acabava sendo descartada junto com o resíduo, cerca de 50 quilos por dia. A partir da visita a outras cooperativas, conhecemos uma tecnologia que permite separar essa carne, que antes era desperdiçada, e transformá-la em novos produtos”, explica.

Além do reaproveitamento, Darli destaca que há espaço para crescer no mercado. “Ainda existem poucos produtos industrializados à base de tilápia. Então unimos o útil ao agradável: reduzimos o desperdício e lançamos alimentos saudáveis, com boa aceitação, como bolinhos, quibes e hambúrgueres”, afirma.

Hoje, a Coopram trabalha com um modelo de integração com os produtores de peixe, fornecendo insumos como ração e alevinos e garantindo a compra da produção por meio de contrato.

“Isso dá segurança ao produtor, que já sabe que vai produzir e vender. Esse modelo também ajuda a aumentar o volume recebido pela cooperativa”, ressalta o presidente.

Fundada em 2007, a Coopram fechou 2025 com 488 cooperados, acima dos 427 registrados no ano anterior. A cooperativa atua na produção e comercialização de café, hortifrutis, frutas, verduras e pescados, com forte presença no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Atualmente, a Coopram fornece alimentos para prefeituras da Grande Vitória, Domingos Martins e outros municípios capixabas, além de atender a Prefeitura de São Paulo por meio de chamadas públicas.

“Fornecemos filé de tilápia para as escolas estaduais dos 78 municípios do Espírito Santo. Já a mexerica pokan dos nossos cooperados é vendida há três anos consecutivos para o estado de São Paulo, o que valorizou muito o produto”, destaca Darli.

Além do mercado institucional, a cooperativa vem ampliando a presença no mercado interno, com vendas para hotéis, restaurantes e peixarias. Para 2026, o plano é avançar para grandes redes de supermercados.

A Coopram também mantém uma loja agropecuária própria, que fornece insumos, máquinas e ferramentas aos cooperados. Outro diferencial é a atuação em rede com outras cooperativas e associações de produtores rurais, por meio da intercooperação.

“Somos fortes juntos. Cada cooperativa tem sua especialidade, e trabalhamos de forma integrada para reduzir custos logísticos e ampliar mercados”, explica Darli, que também é vice-presidente da Unicafes Espírito Santo, associação de cooperativas de agricultura familiar do estado.

A nova unidade de beneficiamento já foi pensada para atender, no futuro, mercados fora do estado.

“Estamos trabalhando para obter certificações que permitam a venda em nível nacional e, mais adiante, também para exportação. A estrutura já está preparada para isso”, afirma. A cooperativa, inclusive, já participou de programas de capacitação da Apex Brasil voltados ao comércio exterior.

Para 2026, os planos incluem a conclusão da nova filetadora, a construção de um galpão específico para hortifrutis e a ampliação da capacidade produtiva. “Estamos construindo em um terreno de 40 mil metros quadrados, que nos dá condição de crescer de forma organizada. A cooperativa vem evoluindo ano após ano, gerando mais renda, empregos e desenvolvimento para a região”, conclui Darli José Schaefer.

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Folha Vitória

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