Marcos Do Val (Podemos), senador
Uma situação curiosa envolve o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Cotado para o governo estadual, o chefe do Executivo da Capital ainda não afirmou, com todas as letras, que estará no páreo pelo Palácio Anchieta, embora suas atitudes apontem nessa direção.
Seus possíveis adversários, como o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), e o deputado federal Helder Salomão (PT), já escancararam que são pré-candidatos. Pazolini, contudo, prefere deixar que outros falem por ele, como o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, o ex-governador Paulo Hartung (PSD) e o deputado federal Evair de Melo (Progressistas).
Obviamente, não há tolos nessa história. As agendas do republicano pelo Estado voltaram. Houve até episódio questionável de vocalista de banda nacional puxando coro de “governador” para Pazolini, entre outras situações recentes. Mesmo nas “miudezas”, o roteiro de candidato aparece, como quando o prefeito convida boa parte da classe política para o camarote da prefeitura no Sambão do Povo, enquanto há reclames pelos lados do Palácio Anchieta de que os convites para áreas reservadas estão mais restritos.
Vale lembrar que o Carnaval é sempre um momento estratégico de articulação. Em muitas ocasiões, ou o samba atravessou negociações ou houve bateria digna de nota 10 para a formulação de alianças em encontros regados a altos decibéis e guardas mais baixas — às vezes nem tanto assim, como mostra o histórico recente.
Não falar nada, por ora, confere a Pazolini uma vantagem estratégica: menor desgaste e a possibilidade de mudar a rota caso, por exemplo, o caldo entorne e uma candidatura se mostre inviável. No fim das contas, não foi ele quem disse algo sobre movimentação, mas os outros.
O problema, porém, é manter o protagonismo da própria investida, já que há atores que buscam demonstrar que seriam responsáveis pelo sucesso do político, como o próprio Paulo Hartung.
Pazolini dá sinais de que quer algo mais. Já solicitou férias-prêmio, o que lhe garante tempo e ambiente propícios para desenvolver uma pré-campanha. Tem tudo para ser candidato na eleição, mas ainda não disse nada. Do ponto de vista político, parece usar a estratégia hartunguista do suspense, embora alguns passos no caminho sejam bastante previsíveis.
Prefeitura de Vitória obteve mais de R$ 1 milhão, entre apoios e patrocínios, para o Carnaval de Rua, no circuito da folia.
O ponto é que os realizadores dos blocos de Carnaval não estão lá tão satisfeitos com a forma de conseguirem arrecadação.
A Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) vai abrir o Carnaval de Vitória com um bloquinho dedicado à defesa das crianças e dos adolescentes, contra o trabalho infantil.
Como de costume, a ala política vai invadir o Sambão do Povo seja nas escolas de samba ou nos camarotes. A procissão será intensa.
A conferir como estarão os ânimos dos grupos de Pazolini e do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB). Recordar é viver. E nem samba este verso é.
Cresceu também a animosidade entre apoiadores de Casagrande e do ex-governador Hartung. Alfinetadas estão sendo enviadas sempre que possível.
Houve equipe de adversários de Casagrande que gravou, do início ao fim, o discurso do chefe do Executivo na tribuna da Assembleia Legislativa. Ano eleitoral, né?
Foto que fala?
Qual era o papo entre o governador e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), nessa segunda-feira (2)?
De olho em uma vaga para disputa ao governo, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), segue investindo em encontros com lideranças evangélicas. O Espírito Santo é considerado o Estado mais evangélico do Brasil.
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Dizem que um movimento relacionado a processo eleitoral causou saia-justíssima. Ânimos bem à flor da pele.
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Fonte: ES HOJE