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Gabriela Hardt: quem é juíza substituta que reassume temporariamente Lava Jato

Justiça Federal do Paraná. Com isso, ela volta a ficar à frente da Lava Jato. Hardt foi substituta do ex-juiz Sergio Moro durante processos da operação. Em 2019, ela condenou o presid

Por Fabricio Rodrigues em 31/01/2026 às 21:53:43
Juíza Gabriela Hardt assume Operação Lava Jato
Com as férias e o afastamento do juiz federal Eduardo Appio, Gabriela Hardt reassume a 13ª Vara da

Juíza Gabriela Hardt assume Operação Lava Jato Com as férias e o afastamento do juiz federal Eduardo Appio, Gabriela Hardt reassume a 13ª Vara da

Justiça Federal do Paraná. Com isso, ela volta a ficar à frente da Lava Jato.

Hardt foi substituta do ex-juiz Sergio Moro durante processos da operação. Em 2019, ela condenou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia. A decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ela também foi acusada de plagiar no processo uma sentença do agora senador. Relembre abaixo.

Ao g1, a assessoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) afirmou que Gabriela Hardt assumiu a função por conta das férias do magistrado, iniciadas no último dia 20.

Contudo, diante do afastamento de Appio, se a condição permanecer até o fim do período, ela vai continuar à frente da 13ª Vara Federal.

A decisão foi do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) após uma investigação apontar Appio como suspeito de ter feito uma ligação telefônica ao filho do desembargador federal Marcelo Malucelli, João Eduardo Barreto Malucelli, com tom de ameaça.

Hardt é paranaense, tem 47 anos e cresceu em São Mateus do Sul, a 150 quilômetros de Curitiba. O pai dela trabalhava em uma unidade da Petrobras que fica na cidade.

Formada em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde o ex-juiz Sérgio Moro dava aulas, ela prestou concurso para a Justiça Federal em 2007 e foi nomeada juíza dois anos depois para uma vaga em Paranaguá, no litoral do estado.

Juíza Gabriela Hardt assumirá os processos da Lava Jato

Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em 2014, foi nomeada juíza substituta na 13ª Vara Federal e assumia os trabalhos quando o juiz Sergio Moro saía de férias.

Em uma dessas ocasiões, em maio de 2018, Gabriela Hardt mandou prender o ex-ministro José Dirceu, que na sequência conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Também naquele no ano de 2018, em novembro, foi ela quem assumiu o cargo à frente da 13ª Vara Federal de forma provisória quando o atual senador deixou a magistratura para virar ministro do governo Bolsonaro.

A juíza também foi responsável por reconhecer legalidade nas palestras ministradas pelo presidente Lula às empreiteiras investigadas na operação. Ela também liberou parte dos valores de recursos e bens que estavam bloqueados.

Em 2019, a defesa de Lula citou a repetição da palavra "apartamento" como um indício de que Gabriela teria plagiado texto de Sergio Moro no processo do sítio de Atibaia, como publicado pelo O Globo. Ela negou o plágio, e alegou ser comum que os juízes federais aproveitem sentenças de colegas para não ter de começar a redigir uma decisão do zero.

Hardt afirmou que fez sentença com base na do colega, mas sozinha, e esqueceu de tirar a palavra "apartamento". Ela frisou, contudo, que a fundamentação e os fatos narrados eram diferentes no documento por ela redigido.

Neste ano, Gabriela determinou a operação da Polícia Federal que investigava ameaças contra Moro vindas de uma facção. Nove pessoas foram presas.

Fora da magistratura, a juíza é atleta. Ela começou a nadar ainda jovem e atualmente compete em provas de maratonas aquáticas - nadando cinco quilômetros em águas abertas.

Veja mais notícias do estado em g1 Paraná.

Fonte: g1 - Política - Lava Jato

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